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Prestação de contas

Cermoful comemora resultados e apresenta projeto para construção de nova subestação

Cooperativa possui R$ 9 milhões em caixa e prospecta novos investimentos

Por Thiago Hockmüller

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Foto: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus

A Cooperativa Fumacense de Eletricidade (Cermoful) realizou prestação de contas do quadriênio 2017/2020. O evento aconteceu nessa quarta-feira, dia 3, na sede do órgão em Morro da Fumaça e contou com membros da diretoria da empresa que comemoraram um saldo de R$ 9 milhões em caixa, dos quais, descontando o passivo (controlado e parcelado), chega ao resultado de R$ 3 milhões líquidos.

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Durante a prestação de contas, a diretoria apresentou o projeto para construção de uma nova subestação, ainda em fase de estudo de viabilidade, mas que acrescentará maior fornecimento de energia e qualidade ao serviço prestado pela Cermoful. Além de Morro da Fumaça, a cooperativa atende outros cinco municípios: Criciúma, Içara, Cocal do Sul, Urussanga e Pedras Grandes. O presidente interino, Rudi Recco, comemorou o dinheiro em caixa e lembrou o difícil início da gestão.

“Iniciamos em 2017 com uma turbulência de que tínhamos muitos débitos e empréstimos. Foi muito difícil para nós, pensamos se conseguiríamos salvar a Cermoful. Os anos foram passando e hoje temos investimentos (passivos) em torno de R$ 6 milhões para 2023 a 2026. Por outro lado, temos R$ 9,2 milhões aplicados nos bancos. Então hoje a Cermoful está com R$ 3 milhões positivos e fico muito satisfeito juntamente com a equipe técnica da Cermoful”, ponderou.

Preparada para o futuro

O gerente administrativo-financeiro da cooperativa, José Eduardo de Lima, explicou que os compromissos financeiros da Cermoful são oriundos de um financiamento para investimento na subestação e dívida com Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Como este passivo é controlado e parcelado, não há motivos para quitar e descapitalizar a empresa.

“Eu diria que (os resultados) simbolizam um passado, uma situação difícil, e hoje uma situação estável. A Cermoful está preparada para o futuro. Daqui para frente é dar continuidade no trabalho, investir e continuar melhorando o que estamos oferecendo ao associado. Se houvesse necessidade, pagaríamos a dívida hoje. Mas não é vantagem descapitalizar a empresa se estamos pagando por mês pouco mais de R$ 150 mil ao todo”, explicou.

Investimento agregado

Hoje não compramos energia do mercado livre porque com o subsídio da Celesc é viável ainda. Futuramente sabemos que o subsídio não terá mais e trabalhamos o mercado livre para manter esse valor baixo na compra de energia. O trabalho de fazer uma nova subestação é a necessidade de se ter energia em quantidade e quantidade para nosso associado.

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Samuel Salvan Sartori, supervisor operacional da Cermoful
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O olhar para o futuro já está projetado em investimentos para oferecer energia em qualidade e quantidade aos associados. A ideia é construir uma nova subestação em Morro da Fumaça, com dois transformadores modernos, ao custo de R$ 16,5 milhões, mantendo a transmissão da Celesc.

Também há mais dois cenários, com investimentos distintos. O primeiro é puxar para a nova subestação não mais a energia da Celesc, mas da rede básica, oriunda de Tubarão, ao custo total - subestação e linha de transmissão - de R$ 30,5 milhões. E o último é construir a subestação, pegar transmissão da rede básica em Tubarão e depois interligá-la na subestação do Presidente Vargas, em Içara. O custo total, neste cenário, chegaria aos R$ 48 milhões.

"Necessitamos de investimentos em uma subestação com a possibilidade de se conectar com a rede básica. Com isso, tende a comprar uma energia mais barata. Hoje estamos fazendo estudos para ver qual o cenário se enquadra melhor. Temos o cenário de construir uma subestação em Morro da Fumaça e conectar na Celesc. Ou a possibilidade de pegar na rede básica em Tubarão. Estes estudos vão mostrar se é viável obter uma redução na tarifa de energia”, explica o supervisor operacional da Cermoful, Samuel Salvan Sartori.

Os cenários podem ser diluídos em etapas, ou seja, viabiliza a construção da subestação e depois, com o tempo, se projeta os outros dois investimentos. Isto será definido após a conclusão do estudo de viabilidade, análise do corpo técnico da Cermoful, e aprovação em assembleia.

Cabe lembrar que em fevereiro haverá uma assembleia e 20 dias depois acontecerá a eleição para composição da nova diretoria.

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