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Cheias são discutidas em Audiência Pública

Discussão teve forte participação da comunidade

Por Redação Engeplus

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Foto: Divulgação

A comunidade da região da Quarta Linha participou na noite dessa quinta-feira, dia 9, de Audiência Pública, promovida pela Câmara de Vereadores, por meio da Comissão de Obras. O encontro ocorreu no Salão Paroquial, do Bairro Quarta Linha. A intenção do encontro foi discutir ações relativas às cheias na cidade de Criciúma e a segunda etapa das obras do Canal Auxiliar.

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A vereadora Tati Teixeira, também membro da Comissão, destacou alguns fatores preponderantes para as cheias na cidade, como a falta de compreensão e responsabilidade ambiental, “nos trazendo a necessidade de reflexão, que vai desde mudança de atitudes, sejam elas individuais ou coletivas; falta de planejamento e investimento estrutural para prevenção; necessidade de incentivo e conscientização em ações de destino correto do lixo produzido, bem como seu reaproveitamento (reciclagem) e ainda outras ações como captação de água de chuva e ocupação responsável do solo”, disse. “E o excesso de chuva com a falta de investimento em prevenção nos impacta em fortes prejuízos, paralisação na produção e caos social. Precisamos levantar este debate sem demora, cobrar dos órgãos executivos as soluções”, reforçou.

A coordenadora da Defesa Civil da cidade, Angela Mello, disse que hoje são sete rios de grande porte que são cortados na cidade, fora os menores. “Para dar prosseguimento nas questões levantadas, haverá necessidade de levantamento. O trabalho deve ser sempre em cima da prevenção, mas a população deve ter consciência”, comentou. Ela acrescentou que caso haja pessoas depositando materiais dentro dos rios, estas devem ser denunciadas para que se tomem as medidas necessárias.

O diretor do Iparque, da Unesc, Marcos Back destacou que a solução dos problemas está no envolvimento de toda a população. “A solução passa pela integração e planejamento de todos os órgãos envolvidos”, comentou. Um estudo para elaboração de plano de manejo das bacias do Rio Linha Anta, Rio dos Porcos, Rio Cedro e Baixo Rio Sangão no município de Criciúma, foi apresentado para a população que veio presenciar o encontro. Intenção foi fazer um diagnóstico das bacias hidrográficas dos rios Linha Anta, Rio Sangão nas sub bacia do Rio dos Cedros e Baixo Sangão e Rio dos Porcos (Rio 4ª Linha e Rio Eldorado) contidas no município de Criciúma - SC com vistas ao disciplinamento da ocupação do solo. Também esteve presente o engenheiro civil e agrimensor do Iparque, Wilson Paganini Bellettini, que também apresentou o estudo.

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O estudo também teve o objetivo da formação de um banco de dados que possa dar sustentabilidade a projetos que apontem soluções adequadas. As ocupações inadequadas foram apontadas pelo major do Corpo de Bombeiros de Criciúma, Aldrin Silva de Souza, como a causa do aumento dos índices de desastres naturais. “Em cinco anos foram registrados 76 registros de salvamento, resgate, devido ao alagamento ou deslizamento. Isso quer dizer que tivemos 76 chamamentos em toda a região que compreende o Batalhão, mas atendemos diversas pessoas nos locais. Na cidade de Criciúma foram 22 casos de chamamentos registrados nesse período”.

O Promotor Estadual do Meio Ambiente, Luiz Fernando Ulyssea enfatizou que as pessoas têm que se preocupar com o coletivo. “Tem 75 ações públicas em tramitação. Muitas reclamações que chegam são comportamentos provocados por cidadão comum, e é preciso modificar o comportamento para minimizar os danos. Qualquer informação de irregularidade tem que ser informado ao Ministério Público”, enfatizou. Ele informou que é importante fazer a denúncia e acompanhar passo a passo o inquérito. “É importante que a população participe e leve ao conhecimento”, acrescentou.

Colaboração: Daniela Savi / Comunicação Câmara de Criciúma

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