China admite baixa eficácia da Coronavac
Brasil produz e administra vacina chinesa
Por André Abreu
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Na turbulenta corrida da vacinação contra a COVID-19, a China admitiu neste domingo (11) estar ficando para trás.
Num momento de transparência pouco comum, o diretor do Centro de Controle de Doenças chinês, Gao Fu, confirmou a baixa eficácia da Coronavac, a vacina produzida pela farmacêutica do país.
Sem revelar os números, a autoridade máxima local de controle da doença reconheceu, numa conferência de imprensa em Chengdu, que as vacinas da Sinovac "não têm taxas de proteção muito elevadas".
Já em janeiro, um estudo realizado pelo Instituto Butantan, de São Paulo, revelava que a Coronavac tinha uma eficácia de 50,38%, um pouco acima do limite de 50% estipulado pela Organização Mundial da Saúde para aprovar o medicamento.
Após ter questionado a segurança da inoculação da Pfizer, Pequim admite agora misturar as doses com produtos de outras farmacêuticas.
Maioria das vacinas no Brasil são Coronavac
Centenas de milhões de vacinas foram entretanto já distribuídas para outros países.
No Brasil, a Coronavac, produzida também a nível local, é a mais usada. Até o dia 29 de março, 80% de todas as doses administradas provinham da farmacêutica chinesa.
Até o momento, foram vacinadas no país quase 30 milhões de pessoas, cerca de 14% da população. O Brasil enfrenta atualmente a pior fase da pandemia.
*Com informações da Euronews.



