Tecnologia

'Cidade do Conhecimento': Satc apresenta primeiro prédio comercial e estratégia de marca do projeto

Inovação

Etapas fazem parte da segunda fase do ambiente sustentável, tecnológico e inovador

Por Lucas Renan Domingos09 de março de 2023 4 min de leitura
Lucas Renan Domingos/Portal Engeplus

O projeto da “Cidade do Conhecimento” vai ganhando forma em Criciúma. O objetivo que até 2040 seja instalado, em uma área de 90 hectares, um ambiente sustentável, voltado à inovação, tecnologia e novos modelos de negócios. A ideia foi lançada oficialmente em março de 2022 e agora avança para a sua segunda etapa, que foi apresentada na tarde desta quinta-feira, dia 9, no AM Master Hall.

A nova fase da concepção da “Cidade do Conhecimento” consiste na construção do primeiro prédio comercial do espaço e na definição do branding do projeto. “Na verdade, este ambiente de inovação já está acontecendo. O Centro Tecnológico da Satc é um dos elementos da 'Cidade do Conhecimento' e ele está em expansão. Já começamos a criar relações comerciais com empresas da região com empresas de Israel. E agora precisamos acelerar o processo. E isso passa por erguer mais prédios, apresentar o branding, dar novos encaminhamentos ao nosso planejamento e atrair novos parceiros”, explicou o diretor executivo da Satc, Fernando Luiz Zancan.

Carbono zero

A “Cidade do Conhecimento” está inserida na proposta da Política Estadual de Transição Energética Justa, que estabelece medidas de longo prazo para que a região Sul deixe de explorar e utilizar o carvão mineral para a geração de energia elétrica. O objetivo é permitir que os municípios carboníferos se tornem independentes economicamente do minério.

Por isso, uma das metas é de que o projeto seja construído com a responsabilidade de reduzir ou até mesmo zerar a emissão de carbono. Foi pensando nisso, que a Satc, que é quem encabeça a proposta da “Cidade do Conhecimento”, lançou um concurso para definir o escritório de arquitetura que seria responsável por projetar o primeiro prédio comercial do ecossistema de inovação.

“Fomos desafiados a criar um edifício que para ser construído tinha que ter uma emissão de carbono controlada e inovador. E apresentamos uma proposta de uma estrutura de madeira industrializada, chamada também de maneira engenheirada. Isso permitiu uma proposta de um prédio que será construído com zero emissão de carbono”, explica o arquiteto da Wilson Sbardelotto, da Epokha Arquitetura, escritório que assina o projeto arquitetônico do primeiro prédio comercial da “Cidade do Conhecimento”.

Atualmente, segundo Sbardelotto, para se produzir um metro cúbico de concreto emite-se na natureza uma tonelada de carbono. Já uma construção com madeira engenheirada evita que árvores sejam derrubadas, que são as responsáveis pela captação do CO2 na atmosfera, elemento causador do efeito estufa, responsável pelo aquecimento global.

“Será um ambiente totalmente sustentável e social. Fizemos o projeto todo ligado por um núcleo, que é um jardim central. São rampas que conectam pessoas. Caminhantes e não caminhantes vão se locomover dentro do prédio utilizando o mesmo trajeto, garantir uma interação e inclusão social.

A área a ser construída no terreno da Satc, logo em frten ao AM Master Hall, terá cerca de 2 mil metros quadrados divididos em três pavimentos. A intenção é de que a estrutura comece a ser erguida ainda em 2023. O orçamento previsto para a construção é de R$ 5,5 milhões. Além do edifício, há ainda a previsão da construção de uma passarela, ligando o Centro Tecnológico da Satc com a AM Master Hall.

A “cara” da Cidade do Conhecimento

Nesta quinta-feira, também foi apresentada o branding da “Cidadade do Conhecimento”, que é uma estratégia de gestão marca, buscando torná-la mais conhecida e presente no mercado. A proposta foi elaborada pela empresa Sebastiany Branding, que possui sede em São Paulo (SP).

“O principal desafio é que a gente não estava falando de uma marca corporativa ou de um empreendimento imobiliário. A gente estava trabalhando a definição de uma marca para uma região que possui um projeto de inovação. E o principal desafio foi definir o valor simbólico que a ‘Cidade do Conhecimento’ teria que comunicar”, destacou Guilherme Sebastiany, estrategista de marca da Sebastiany Branding.

A criação da marca, apesar de o projeto ter como foco a política do carbono zero, se comprometeu a não esquecer do passado. “Há uma certa demonização de certas indústrias, sem reconhecer que, no passado, elas tiveram um papel fundamental para desenvolver as cidades e a economia, mesmo que hoje estejamos olhando para novos horizontes”, frisou Sebastiany.

A identidade visual da “Cidade do Conhecimento” traz elementos como a forma hexagonal da molécula do carbono e de suas ligações, representando também a transformação do carvão em diamante. Já as cores, retratam a sustentabilidade e têm ligação com os tons já utilizados na comunicação da Satc. A próxima etapa será a definição do nome do espaço, que atualmente segue como “Cidade do Conhecimento”, mas que deve ser renomeada.

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