Geral

Cidade do Sul registra primeira morte por Febre do Nilo da história de SC; veja as recomendações

Caso raro

Caso foi confirmado pela Secretaria do Estado da Saúde nesta segunda-feira

Por Patrick Stüpp24 de agosto de 2026 2 min de leitura
Magnific | Ilustrativa | Divulgação

Uma morte por Febre do Nilo Ocidental (FNO) foi confirmada em Santa Catarina. Conforme informações da Secretaria do Estado da Saúde (SES), a ocorrência aconteceu no dia 8 de agosto no município de Imbituba e é a primeira registrada na história do estado, considerada um caso raro. A paciente é uma mulher de 77 anos.

Além do caso de Imbituba, que terminou com a morte da paciente, mais um caso da doença foi registrado em Santa Catarina, no município de Caçador. O outro paciente era um homem de 56 anos, que recebeu alta hospitalar após a internação. Ambos os casos foram confirmados pela Secretaria do Estado da Saúde nesta segunda-feira, dia 24.

Em nota, o órgão informou que ambos os quadros apresentaram manifestações neurológicas e seguem sob investigação epidemiológica contínua para mapear com precisão os prováveis locais de infecção e detalhas da relação entre a circulação do vírus e as manifestações clínicas registradas. De acordo com a SES, a maioria das infecções ocorre de forma assintomática.

“A Febre do Nilo Ocidental (FNO) é uma infecção viral transmitida pela picada de mosquitos infectados, em especial os do gênero Culex, conhecidos como pernilongos comuns. Na natureza, o vírus circula de forma contínua entre esses insetos e as aves silvestres, enquanto seres humanos e equídeos são considerados hospedeiros acidentais”, frisou o órgão.

Infecção viral é transmitida por mosquitos conhecidos como pernilongos comuns. (Foto: Magnific | Ilustrativa | Divulgação)

Medidas de prevenção

Após a confirmação, o órgão informou que está intensificando as ações de vigilância epidemiológica, laboratorial, animal e entomológica. Quando surgem, os sintomas iniciais constuam incluir febre, dor de cabeça, dores pelo corpo e mal-estar geral. De acordo com a SES, não existe contágio de pessoa para pessoa, nem transmissão direta de aves para as pessoas.

“A orientação é que pessoas que apresentem febre acompanhada de sintomas neurológicos — como confusão mental, alteração de consciência, fraqueza ou outros sinais neurológicos — procurem atendimento de saúde e informem ao profissional sobre possíveis exposições a mosquitos", ressaltou a secretaria.

Confira as recomendações:

• Usar repelente de acordo com as orientações do fabricante;

• Utilizar telas em portas e janelas;

• Usar roupas que reduzam a exposição da pele em áreas com presença de mosquitos;

• Manter os ambientes limpos e eliminar água parada e outros locais que possam favorecer a proliferação de mosquitos.

Compartilhar:

Notícias relacionadas