Geral

Cidasc notifica sete casos de raiva bovina na Amurel, seis deles em Pedras Grandes

Alerta no campo

Primeiro caso foi registrado em Tubarão, no mês de abril

Por Thiago Hockmüller15 de julho de 2021 2 min de leitura
Divulgação

A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) confirmou sete casos positivos de raiva bovina na Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel). O primeiro caso aconteceu em Tubarão, no mês de abril, e depois outros seis foram registrados em Pedras Grandes.

Neste ano, estes são os primeiros casos registrados na região. Conforme a gestora regional de defesa agropecuária do departamento regional de Tubarão da Cidasc, Angela Zimmermann, as ocorrências acendem alerta aos pecuaristas, uma vez que a doença não tem cura e resulta na morte do animal.

“Ela atinge o sistema nervoso causando paralisia do músculo posterior em direção a cabeça. O primeiro caso clínico é a dificuldade de caminhar, com desequilíbrio na parte traseira e depois progredindo até que o animal caia e não levante mais”, explica.

Também é estritamente necessário que trabalhadores que tiveram contato com animais contaminados ou sob suspeita procurem orientação médica. Para seres humanos, o diagnóstico precoce pode evitar a morte uma vez que a pessoa passa pelo protocolo pós-exposição, com uso de medicamentos.

“Pode ser transmitido para humanos. Quando vamos em uma propriedade e o produtor está com animal sob suspeita, conversamos com ele pra ver se teve contato. Às vezes eles fazem medicação no animal, via oral, e têm contato com a saliva onde ocorre a transmissão. Se ele tiver contato, encaminhamos para um serviço de saúde para receber orientação e saber se precisa fazer algum tipo de tratamento. Se não buscar tratamento, a doença é fatal, principalmente depois que iniciarem os sintomas”, alerta a gestora.

A Cidasc tem feito atividades educacionais com trabalhadores do campo e também recomenda a vacinação em cães e gatos. Para animais domésticos, a recomendação em casos de suspeita é que as pessoas procurem auxílio da Vigilância Sanitária de seus respectivos municípios.

A raiva é uma doença viral e o principal transmissor é o morcego, que se alimenta do sangue de animais. Ao mordê-los, a saliva entra em contato com o sangue transmitindo a doença. Em Gravatal, também na Amurel, uma idosa morreu vítima da doença em 2019, todavia, a proliferação da raiva é considerada controlada pelos órgãos sanitários catarinenses.

Compartilhar:

Notícias relacionadas