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CIS Macro Sul: novo consórcio entrará em funcionamento em junho, acredita prefeito de Forquilhinha

Saúde

Vereadores já aprovaram protocolo de intenções em três das cinco cidades participantes

Por Lucas Renan Domingos18 de maio de 2023 3 min de leitura
Lucas Renan Domingos/Arquivo/Portal Engeplus

Os prefeitos das cinco cidades que deixaram de fazer parte da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC) e do Consórcio Intermunicipal de Saúde da AMREC (CIS-AMREC) possuem a expectativa de colocar o novo consórcio de saúde que estão montando em funcionamento a partir do mês de junho. Foi essa a projeção feita pelo prefeito de Forquilhinha, um dos municípios dissidentes da AMREC, José Claudio Gonçalves, o Neguinho.

O novo consórcio se chamará Consórcio Intermunicipal de Saúde Macro Sul (CIS Macro Sul) e contará com a participação de Criciúma, Cocal do Sul, Forquilhinha, Nova Veneza e Siderópolis. O protocolo de intenções para a criação do CIS Macro Sul já foi encaminhado para a Câmara de Vereadores de cada cidade.

“Os vereadores já aprovaram o protocolo e o ingresso das prefeituras nas cidades de Cocal do Sul, Criciúma e Forquilhinha. Na próxima semana acreditamos que ocorra o mesmo em Nova Veneza e Siderópolis. No mê de junho acreditamos que o consórcio já esteja em funcionamento”, declarou o prefeito de Forquilhinha.

A saída do CIS AMREC foi motivada pela insatisfação dos cinco prefeitos com a atual gestão do consórcio. “O objetivo de se fazer um consórcio é economizar. Vamos ter uma gestão mais enxuta, mas também brigar por preços mais baratos. O que a gente não estava aceitando no CIS AMREC é que, sozinhos, os municípios estavam pagando mais baratos por procedimentos do que se fosse contratado pelo consórcio. A intenção do consórcio é comprar mais e pagando menos. É isso que vamos fazer no CIS Macro Sul”, pontuou Neguinho.

Rompimento com o CIS-AMREC

A criação do CIS Macro Sul foi colocada em pauta depois que os cinco município que desejam montar um novo consórcio definiram que sairão do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Amrec (CIS-Amrec). O rompimento foi a consequência de um desacordo entre prefeitos da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec).

O desentendimento passou pela troca de diretores na associação e no consórcio. Quando se tornou presidente da Amrec, Agenor Coral, o Noi Coral, presidente da Amrec e prefeito de Morro da Fumaça, substituiu a diretoria executiva da entidade. Demitiu Nelson Silva do cargo e contratou Clédio Fachin, por querer uma pessoa de sua confiança na função.

Seis dos 12 prefeitos da Amrec pediram, então, que o prefeito de Morro da Fumaça colocasse Silva na diretoria do CIS-Amrec. Como não possui gerência sobre o consórcio, Noi Coral alegou que não poderia fazer a substituição, gerando uma ruptura.

Insatisfeitos com a gestão do CIS-Amrec e querendo a saída de Roque Salvan, atual diretor do consórcio, as prefeituras de Criciúma, Forquilhinha, Nova Veneza, Siderópolis e Cocal do Sul, pararam de efetuar o pagamento da mensalidade para a Amrec e decidiram sair do consórcio do qual ainda fazem parte, mas que deixarão em breve.

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