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Clésio Salvaro analisa problemas no Pinheirinho: ‘tem coisas que não se resolvem tão facilmente’

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Ex-prefeito de Criciúma falou também por que não resolveu a situação da comunidade

Por Rafaela Custódio08 de abril de 2026 3 min de leitura
Thiago Hockmüller/Arquivo/Portal Engeplus

Os moradores do bairro Pinheirinho, em Criciúma, estão buscando melhorias para a comunidade. No último dia 31 de março, foi realizado um protesto na avenida Centenário, reivindicando soluções para a presença de usuários de drogas e a frequência de furtos de fios na localidade. O ex-prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, falou sobre o assunto nesta terça-feira, dia 7, em entrevista à Rádio Eldorado.

“O Pinheirinho é um grande bairro da nossa cidade. É uma comunidade próspera, com bons indicadores, inclusive econômicos. Há uma parte do Pinheirinho que é problemática, basicamente a região do trilho. Por que não resolveu, Salvaro? É porque há coisas que não se resolvem tão facilmente. Para resolver o problema do Pinheirinho, também é preciso pensar em outras comunidades. Quantas outras comunidades também têm moradores em situação de rua?”, comentou.

Salvaro destacou que também é necessário valorizar o bairro. “As pessoas falam muito mal do Pinheirinho. É preciso começar a falar bem do Pinheirinho, das pessoas de bem que moram lá, das pessoas que acordam todos os dias, vão para o trabalho, produzem. Há um comércio que está passando por dificuldades, como em qualquer outra comunidade ou bairro”, afirmou.

“A questão dos moradores de rua no Pinheirinho envolve a ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres]. Aquelas casas foram construídas praticamente em cima do trilho, o que dificulta o acesso. É preciso retirar aquelas 270 casas e já há um projeto tramitando na Agência e colocar asfalto. Se essas casas próximas ao trilho forem retiradas, muitos dos problemas da comunidade seriam resolvidos. Mas por que a ANTT não permite? Porque ali é uma concessão federal. Antes era a Ferrovia Federal Dona Tereza Cristina, hoje há a concessão para a Ferrovia Tereza Cristina, mas apenas para exploração do serviço”, frisou.

Para o ex-prefeito, a União precisa participar das decisões. “O patrimônio continua sendo da União, por isso é necessária a participação federal para retirar essas casas e implantar o asfalto. Quando isso for feito, boa parte dos problemas do Pinheirinho será resolvida. Há problemas? Sim. São graves? São. O poder público precisa enfrentá-los? Claro que precisa”, destacou.

Salvaro ainda ressaltou que os problemas precisam ser enfrentados. “É de responsabilidade do governo federal, do governo do estado ou da Prefeitura? Não importa. O prefeito é o titular dos problemas da sua cidade. Exigir que a sociedade, que um líder comunitário ou que um morador do Pinheirinho pegue um avião e vá a Brasília resolver o problema? Não. Ou exigir que vá a Florianópolis pedir mais policiamento? Não. Esse é o papel do deputado estadual e do prefeito. Volto a repetir: o prefeito é o titular dos problemas da sua cidade”, pontuou.

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