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Cobranças, funcionário retirado de vestiário e sem coletiva: o pós-jogo tumultuado do Tigre

Noite teve discussão de atletas, intervenção do departamento jurídico e técnico sem falar

Por Lucas Renan Domingos

4 min de leitura

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Foto: Celso da Luz/Criciúma E.C.

O Criciúma teve um pós-jogo tumultuado depois do empate em 1 a 1 contra o Hercílio Luz. Teve troca de cobranças entre os jogadores, reclamações por conta de funcionário retirado do vestiário e falta de condições técnicas para realização da coletiva.

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Logo em seguida ao apito final o goleiro Gustavo e o zagueiro Rodrigo, ainda dentro de campo, discutiram. As imagens foram flagradas pela MBTV, responsável pela transmissão dos jogos do Campeonato Catarinense. Os dois foram imediatamente apaziguados pelo técnico Cláudio Tencati e outros jogadores. "Quando a gente faz gol a defesa tem participação. E quando acontece um erro, é um erro coletivo", disse o zagueiro ao sair de campo e falar sobre o resultado.


Zagueiro Rodrigo no centro da imagem - Foto: Celso da Luz/Criciúma E.C.

Já no vestiário, outro tumulto. A diretoria do Tigre recebeu a informação de que um dos seus funcionários foi retirado no primeiro tempo, inclusive com o uso da polícia, do espaço reservado para a comissão técnica e jogadores. O fato foi confirmado pelo diretor jurídico do Criciúma, Alan Deleon Rosso.

“Ficamos sabendo de que no primeiro tempo o delegado da federação ordenou que o nosso roupeiro saísse do vestiário. Criou um impasse. Teve a polícia dizendo que iria prendê-lo, mas isso não aconteceu. Perguntamos para o delegado sobre o assunto e disseram que era uma regra que tem que ficar só um funcionário no vestiário. Não conhecemos isso. Fomos pegos de surpresa. Não vamos admitir este tipo de conduta. É a primeira vez que isso acontece. Na segunda-feira vamos tentar entender o que houve com a federação”, disse Rosso em entrevista ao Tabelando/Portal Engeplus.

Tencati não falou

A noite ainda teria mais um episódio incomum. O técnico Cláudio Tencati, que sempre foi às coletivas pós-jogo, não falou. O motivo? Falta de condições técnicas para a realização das perguntas, foi o que alegou a assessoria de imprensa do Criciúma.

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“Não temos as mínimas condições para fazer a coletiva. Geralmente o pessoal deixa um refletor, uma luz acessa, oferece uma sala para a gente. Não foi oferecido. Vamos conversar internamente para ver se realizamos a coletiva na segunda-feira, no nosso CT, com condições de conversar”, relatou Celso da Luz, assessor de imprensa do Criciúma.

A situação foi relatada para a federação e, segundo da Luz, os representantes da entidade concordaram com a decisão da assessoria tricolor. “Passaram mais de 35 minutos, ninguém acendeu a luz, não deu uma força para a gente fazer a coletiva. Tem uma diretriz que diz que depois de 25 minutos temos que fazer a coletiva e temos que ter as mínimas condições. No Catarinense a gente sabe que nem todos tem sala de imprensa, mas pelo menos uma luz acessa e uma ajuda é o que a gente sempre pede. É o que fazemos no Heriberto Hülse e que esperamos receber também”, reclamou.

Para reportagem do Portal Engeplus a assessoria de imprensa do Hercílio Luz afirmou que ofereceu uma sala ao Criciúma para a realização da coletiva, mas afirmou que os representantes do Tigre optaram por não usar.

“Até ofereceram uma sala, mas depois de 35 minutos. Até a gente arrumar tudo ia mais uns dez minutos e os nossos roupeiros já estavam terminando tudo. A gente também tem que ir embora. Passou muito tempo. Estava tudo apagado. Temos o backdrop para colocar na parede, tem os patrocinados para aparecer, porque eles pagam e pagam caro. No escuro não dá”, finalizou o assessor de imprensa do Tigre.

Pré-jogo já foi conturbado

Desde o início da semana, as diretorias de Criciúma e Hercílio Luz movimentaram os dias que anteceram o jogo. Houve desentendimento dos clubes em relação ao uso do VAR, inclusive com o Leão do Sul emitindo nota direcionada para a Federação Catarinense de Futebol (FCF). A entidade também rebateu a manifestação. Outra situação foi a tentativa do Tigre em realizar a troca de ingressos cortesias entre o time adversário. A proposta não foi aceita pela equipe hercilista.

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