Colheita do tabaco de 2026 deve ser uma das maiores do Sul catarinense, afirma secretário
Boas expectativas
Produtores tem a previsão de colher 35 mil toneladas durante a safra 2025/2026

A safra 2025/2026 do tabaco deve ser uma das maiores já colhidas no Sul de Santa Catarina. A expectativa é do secretário de agricultura da Prefeitura de Içara, Jairo Manoel da Silveira, que informou ao Portal Engeplus que a previsão dos produtores do Sul catarinense é de colher 35 mil toneladas, em uma área plantada de 14 mil hectares.
O secretário informou que a estimativa para a colheita de 2026, em Santa Catarina, é ultrapassar os números conquistados na safra 2024/2025. Conforme os dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), na última colheira foram produzidos 226 mil toneladas em todo Estado.
“O plantio do tabaco no Sul de Santa Catarina vem sendo bem precoce. As lavouras são plantadas ainda no mês de fevereiro até o mês de agosto, com a colheita total se encerrando somente no início do mês de dezembro. Neste ano, como o clima ajudou, temos lavouras uniformes, e a expectativa é que seja uma das maiores já colhidas”, frisou.
Produção e exportação
Segundo o secretário, as lavouras de tabaco, no Sul de Santa Catarina, é formada na maioria por pequenos e médios produtores, sendo que alguns se destacam cultivando acima de 350 mil pés. Os principais municípios produtores são, respectivamente, Orleans, Içara, Grão-Pará e Araranguá.
“Há muitos anos, o município de Orleans vem sendo considerado o maior produtor de tabaco no Sul catarinense. Porém, neste ano, temos uma previsão de que Içara possa ultrapassar e ser considerado o município com a maior produção em 2026. Entretanto, é somente uma estimativa, os dados ainda não estão confirmados”, pontuou.
Jairo também não deixou de mencionar o processo de exportação da cultura, destacando que os principais compradores são os países da Ásia, como, por exemplo, a China. O secretário explicou que a maioria dos produtores de tabaco possuem contratos diretos com fumageiras, que já detém vínculos com os compradores.
“Praticamente toda a nossa produção é exportada e, pela grande maioria irem para os países da Ásia, o tarifaço tem resultados negativos na cultura do tabaco. Isso acontece devido aos Estados Unidos comprar pouco da nossa produção. No geral, pela compra ser baixa, a cultura do tabaco não costuma ser afetada”, afirmou.



