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Com 80 semáforos, central semafórica de Criciúma será instalada em três meses; entenda o projeto

Mobilidade urbana

A empresa SSAT Sinalização Viária venceu a licitação com o valor de quase R$ 2 milhões

Por Rafaela Custódio16 de agosto de 2024 6 min de leitura
Decom/Arquivo/Ilustrativa

Os motoristas que percorrem a avenida Centenário em Criciúma deverão ter uma diminuição no tempo durante o percurso, já que em até 90 dias, será instalada a central semafórica. O projeto consiste na substituição de 80 semáforos analógicos por uma tecnologia inteligente, que permitirá a comunicação em tempo real. O fluxo será monitorado por técnicos de tráfego da Diretoria de Trânsito e Transporte (DTT). A nova tecnologia permitirá que os semáforos ajustem automaticamente os tempos de sinalização conforme as condições de tráfego em tempo real, reduzindo os congestionamentos e o tempo de espera nos cruzamentos, podendo melhorar até 30% a fluidez do trânsito.

A licitação partiu do valor de R$ 4.705,734,54, porém, a empresa SSAT Sinalização Viária venceu o certame com o valor aproximado de R$ 2 milhões. “Então, baixou o valor no processo licitatório em 57,9% o valor. Tiveram algumas empresas interessadas, nos chamou a atenção o valor ter baixado bastante. Por conta disso, abrimos uma diligência para verificar a empresa. Abrimos um processo de diligência e a empresa tem boas referências. Uma das justificativas é o case que Criciúma representa para a empresa e também o fato de essa empresa já atuar no município com os controladores manuais. Então é uma das empresas que já nos atendem nos controladores manuais”, explica o secretário-geral de Criciúma, Tiago Pavan. “A empresa vencedora da licitação já conhecer o ambiente, isso também facilitou para a composição de preços. Então, tendo sendo feita a diligência e comprovado que sim, que ela tem capacidade técnica para operar, foi dada como vencedora do certame”, acrescenta.

A central semafórica é uma etapa dentro do plano de mobilidade urbana, que ainda não está completamente pronto. “Há um estudo que está sendo feito na cidade em relação aos cruzamentos, os semáforos e o fluxo de veículos em determinadas áreas. É a partir desse estudo que a gente consegue entender uma abertura de uma nova rua, por exemplo, uma determinada alteração numa rua. Uma das entregas desse projeto é a central semafórica, que é a tecnologia. Então, a tecnologia é meio, não é fim aqui nesse caso. Então, dentro desse plano de mobilidade urbana, uma das etapas é a instalação da Central Semafórica que vai ocorrer em toda a extensão da avenida Centenário nesse primeiro momento, onde os controladores manuais serão alterados por controladores digitais on-line”, frisa Pavan.

Central de Controle de Operações dentro da DTT

Com a chegada da central semafórica, a DTT receberá a Central de Controle de Operações. “Neste espaço, conseguiremos identificar quais são os semáforos instalados na cidade e fazer a alteração dos tempos, da duração do prazo de fechado ou aberto de um semáforo de forma automática dentro dessa central. A gente diz que a central é inteligente. Por quê? Porque ela também vai ser capaz de identificar um cruzamento, por exemplo, quando abrir e fechar um sinal. Por exemplo, se de uma determinada via não houver veículos, não tem por que aquela rua estar com o semáforo aberto, ela fecha o semáforo e libera para outra via que está com fluxo mais intenso”, conta.

Pavan ressalta que a central Semafórica é um projeto e outros estão sendo desenvolvidos. “Existe uma inteligência artificial que vai garantir essa fluidez no trânsito a partir da instalação desses novos controladores. Temos que lembrar que isso é uma etapa, é um grande plano, essa é uma etapa deste plano. Então, entender que não é só isso que vai resolver o problema de mobilidade em Criciúma. Lembrar que nós temos outros grandes projetos, como a abertura da avenida Antônio Scott e de outras ruas”, afirma o secretário-geral.

Tempo para ser instalada a central semafórica

Pavan comenta que a Prefeitura de Criciúma levou um tempo para instalar a central semafórica em virtude dos estudos. “A gente levou algum tempo, talvez um pouco mais demasiado, justamente por conta de outras demandas que nós temos dentro da cidade, mas para que a gente pudesse identificar de fato quais eram os problemas e a partir da identificação dos problemas, agora, sim, propor algumas soluções. Uma das soluções é a implantação da central semafórica, que não é ela, a salvadora da pátria, não é ela que vai fazer com que tudo funcione, que o trânsito flua bem na cidade, mas já vai ser algo que já vai otimizar muito o trânsito, principalmente porque lá da DTT, a gente vai conseguir em tempo real acompanhar o fluxo de cada semáforo”, observa. “Vamos conseguir acompanhar o trânsito, o fluxo do trânsito em tempo real e automaticamente em determinados horários de pico ou de um determinado acidente, vamos conseguir controlar melhor o fluxo de veículos”, completa.

Segundo Pavan, serão trocados 80 semáforos. “Atualmente, não existe uma sincronização entre os semáforos, porque são manuais. E, às vezes, um queima, é necessário trocar, e já não sincroniza mais. Então, assim, sempre foi um grande problema. Por quê? Pelo fato de ser manual, analógico, agora com a central, não, vamos conseguir um clique alterar o sincronismo de todos os semáforos. Se quiseres deixar ele mais tempo aberto, menos tempo aberto, é questão de cliques”, afirma.

O secretário-geral ressaltou que a central semafórica não é um projeto novo. “É algo que não aconteceu agora, pode ser confundido também com uma questão eleitoreira. Pelo contrário, a gente já pretende fazer isso há muito tempo. Só que, tem que respeitar algumas etapas. Mas é um passo importante para uma cidade inteligente, uma cidade que pensa na qualidade de vida do seu cidadão, que coloca isso em primeiro lugar e vai se utilizando de tecnologias e de outros meios para garantir isso”, destaca.

Em caso de acidentes, as mudanças e intervenções poderão ser solicitadas diretamente por meio da central, sem a necessidade do deslocamento da Polícia Militar ou agentes de trânsito. Além disso, o operador da central poderá determinar Onda Verde em horários de pico. O principal objetivo é evitar que o semáforo acumule veículos desnecessariamente, enquanto faixas conflitantes possuem baixo fluxo.

O recurso para a implantação da nova tecnologia é proveniente de operação de crédito firmada entre a Administração Municipal e o Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata).

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