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Com central de operação, escolas municipais de Criciúma passam a ser vigiadas por câmeras de segurança

Prevenção de ocorrências

São mais de 260 equipamentos instalados em mais de 100 unidades de ensino

Por Lucas Renan Domingos10 de julho de 2023 4 min de leitura
Lucas Renan Domingos/Portal Engeplus

Em Criciúma, 61 escolas municipais e mais 40 Centros de Educação Infantil da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) já estão sendo vigiados por câmeras de segurança. A prefeitura inaugurou nesta segunda-feira, dia 10, o Centro de Controle e Operação (CCO), espaço onde os equipamentos serão monitorados.

A ferramenta conta com 18 telas de 65 polegadas, onde são transmitidas imagens de 264 câmeras instaladas em pontos estratégicos. São 25 metros quadrados de telas que serão acompanhadas 24 horas diárias por quatro operadores. A estrutura é uma das etapas do Plano Municipal de Segurança Escolar, que vinha sendo construído no município como medida preventiva de ataques às escolas após o atentado em uma creche de Blumenau. O documento também foi apresentado nesta segunda-feira.

O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, conta que apesar da preocupação com os alunos criciumenses após o ocorrido em Blumenau, o município optou por elaborar o plano em vez de adotar medidas imediatistas. “Vi prefeitos colocando segurança armada nas escolas, outros botaram portas com detectores de metal. Mas a gente acredita que isso não é resolutivo. Então, montamos uma proposta permanente e que pode ser melhorada constantemente, que é o Plano de Segurança nas Escolas”, comentou Salvaro. O plano completo já está publicado no Diário Oficial do Município e pode ser lido clicando aqui.

Com o CCO, o prefeito acredita ser capaz de impedir ações de ataque às escolas, dando mais segurança aos alunos. “As crianças serão monitoradas por essas câmeras desde o momento que chegam nas escolas até a sua saída. Com as câmeras vamos identificar suspeitos rondando os colégios e também falhas de seguranças, como um portão deixado aberto, por exemplo”, frisou Salvaro.

Além das câmeras de monitoramento, a Prefeitura de Criciúma também autorizou a compra de concertinas, tipo de arame farpado que será instalado sobre os muros das escolas.

Botão do pânico e auxílio para as forças de segurança

Outra função que deverá ser implantada em breve no CCO será o botão de pânico. Por meio dele, os monitores serão capaz de alertar as escolas quando houver algum risco eminente. “E não é apenas de um ataque, mas em caso de incêndio, alagamentos. E o sistema também funcionará como se fosse uma via de mão dupla, onde não só os monitores do CCO podem alertar as escolas, como também os profissionais dos colégios podem acionar o botão para alertar as equipes de monitoramento sobre algum perigo”, ressaltou Fred Gomes, coordenador do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM) e diretor da Defesa Civil de Criciúma.

As câmeras de monitoramento servirão ainda para evitar danos ao patrimônio público, prevenindo furtos e vandalismos. “O sistema ajuda muito as forças de segurança, como a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e outros. Assim que identificada uma ocorrência, não só a nossa equipe da Defesa Civil irá se deslocar, mas rapidamente acionaremos os demais órgãos para atendimento”, salientou.

Plano Municipal de Segurança Escolar

Ao inaugurar o CCO, a Prefeitura de Criciúma também apresentou o Plano Municipal de Segurança Escolar. A cartilha busca promover aumento de segurança no ambiente das escolas, identificando e organizando orientações e procedimentos que podem ser implementados para minimizar os efeitos de eventos catastróficos previsíveis, como ataques, calamidades, acidentes ou sinistros de qualquer natureza, incluindo incêndios.

“O documentou foi desenvolvido com a participação com membros da comunidade escolar e das forças de segurança. A partir disso surgiu a cartilha de boas práticas já implementadas nas escolas públicas, além de outras ações a serem tomadas. A partir dele, trazemos observações ao gestor escolar para que ele consiga ter uma visão sensível dos pontos vulneráveis e de ameça ao ambiente escolar e pensar em ações para minimizar os riscos”, explicou o coordenador do Comitê de Governança de Criciúma, Tiago Pavan.

A Prefeitura de Criciúma acrescenta que as escolas particulares e públicas administradas pelo Estado também podem fazer parte do CCO, desde que façam elas os investimentos necessários para que seja possível o monitoramento.

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