Saúde

Com pandemia, Rede Feminina de Combate ao Câncer precisa de ajuda para não fechar as portas

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Número de voluntários reduziu de 60 para 11, após chegada do vírus

Por Jessica Rosso Crepaldi13 de julho de 2021 3 min de leitura
Fabrício Júnior

A Rede Feminina de Combate ao Câncer de Criciúma teve uma redução significativa no quadro de voluntários desde o início da pandemia. Antes, eram cerca de 60 voluntários, e agora são 11. A enfermeira Sandra Mara Machado, a presidente da Rede Rosa Maria Bernardine e a 2ª secretária Arlete do Nascimento estiveram na Câmara de Vereadores de Criciúma nesta terça-feira, dia 13, a pedido do vereador Daniel Antunes (PSL). Elas solicitaram auxílio aos parlamentares.

"Se a Rede não tiver ajuda, vai fechar em cinco anos", disparou a enfermeira. "Minha preocupação são as pacientes que estão no controle. A unidade de saúde até tenta fazer o trabalho, mas não está fácil. Atendemos todos os bairros", desabafou Sandra, que pontuou que o trabalho da rede é trabalhar com a prevenção, como a coleta do preventivo.

Para ela o que mais marcou durante esses últimos 11 anos foram os voluntários, mas que aos poucos, com a pandemia da Covid-19, como a maioria é de risco, acabou reduzindo. "O que eu posso fazer, eu já estou fazendo

A presidente da Rede Rosa Maria Bernardine explicou que a Rede tem a profissional, mas que não há verba para pagá-la. "Só que é muito interessante isso, porque só Criciúma que segue isso, porque Tubarão há três anos pagavam R$ 80 mil por ano, Orleans hoje paga um valor também, Lauro Muller também paga uma quantia, só Criciúma que não paga, as outras redes todas recebem um valor da prefeitura e quando eu falo isso nas outras redes, elas ficam rindo da minha cara, e falam que estou brincando, que não é possível isso. A profissional nós temos, só não temos dinheiro para pagá-la. Está saindo do nosso bolso, são 20 horas por mês, e isso não é o suficiente. A Sandra falou em cinco, mas não leva dois anos para fechar. A maioria das pessoas é de grupo de risco. Nem todas tem condições e pensam dessa maneira. a gente não larga, porque temos amor aos pacientes, atendemos como gostaríamos de ser atendidas, atendemos e damos encaminhamento, é um atendimento rápido, não ficamos deixando a paciente ficar esperando. Acho que merecemos um pouco mais de atenção do Poder Público",, afirmou.

Ao fim do 'Horário Político', momento em que as convidadas discursaram e conversaram com vereadores sobre suas dificuldades atuais, o vereador e Líder do Governo, Nícola Martins (PSDB) deu encaminhamento, agendando uma reunião na Prefeitura de Criciúma para esta quarta-feira, dia 14, às 9 horas, para tratar sobre novo convênio.

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