Saúde
Como evitar as crises de dermatite na primavera
Doença de pele tende a piorar na época mais florida do ano
3 min de leitura

Na primavera, a elevação da temperatura e da umidade relativa do ar favorecem a manutenção da hidratação da pele. Mas, por outro lado, a liberação do pólen pelas flores aumenta a incidência de diversos tipos de alergia, inclusive as dermatológicas. Para pessoas que apresentam certas doenças de pele, como a dermatite, caracterizada por lesões avermelhadas que causam coceira intensa, essa situação pode ser ainda pior nesta época do ano.
Segundo uma pesquisa publicada no Jornal da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia, a utilização de serviços de saúde por pacientes com dermatite atópica, um dos tipos mais comuns da doença, é mais frequente no inverno e na primavera do que no verão.
"Nesse período, além de ficar mais exposta às substâncias resultantes da polinização, a pele também começa a receber mais calor e umidade, fatores que podem causar irritações e processos inflamatórios. Para enfrentar essas e outras situações, é recomendável ao paciente com dermatite utilizar roupas leves e de tecidos que permitam uma boa transpiração, ingerir grande quantidade de água, utilizar filtro solar e um bom creme hidratante e evitar exposições prologadas ao sol", explica a Dra. Maria Inês Harris, consultora científica da Biobalance.
Além dos agravamentos causados pela polinização, na estação que antecede o verão, também costuma aumentar a frequência de banhos no chuveiro, fato que pode prejudicar a manutenção da camada de proteção natural da pele, formada pela oleosidade liberada pelos poros. Por isso, é recomendável evitar duchas excessivas ao longo do dia e a utilização de sabonetes não hidratantes ou muito perfumados e de esponjas, que podem irritar e agredir as regiões atingidas pela dermatite.
Fatores positivos
Se por um lado os fatores ambientais que caracterizam a primavera podem agravar os sintomas da dermatite, por outro, alguns desses fenômentos, com destaque para o aumento da temperatura, podem ajudar a pele a não sofrer com o ressecamento e risco de descamação.
"Nas estações mais quentes, a camada de gordura protetora da pele, também conhecida por manto hidrolipídico, fica naturalmente mais espessa. Dessa forma, ocorre uma ativação maior das células que produzem esta camada, essencial para a proteção corporal. Como consequência, a pele fica mais protegida contra o desenvolvimento de dermatites", explica a Dra. Harris.
Além dos cuidados preventivos e fatores favoráveis ao controle da dermatite, no campo medicamentoso, existe uma substância que consegue estabilizar determinadas moléculas da pele, protegendo-a contra inflamações. Trata-se de Ectoin. "Ela também recupera o manto hidrolipídico, promovendo a hidratação de áreas ressecadas, acalmando e atenuando as vermelhidões", explica a consultora da Biobalance.
Colaboração: Agência Comunicado



