Central do Recomeço
Complexo para integrar atendimento à população em situação de rua deve ficar pronto ainda em 2026
Vagner Espindola falou sobre o assunto na manhã desta sexta-feira
Por Rafaela Custódio
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O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, anunciou, na manhã desta sexta-feira, dia 29, que a construção da Central do Recomeço, um complexo integrado de atendimento voltado às pessoas em situação de rua, deve ficar pronta até o final deste ano. O projeto será implantado no bairro Capão Bonito e reunirá, em um único espaço, políticas públicas de assistência social, saúde, capacitação profissional e encaminhamento ao mercado de trabalho.
“A área fica a dez quilômetros da região central de Criciúma e, nesse espaço, vamos fazer uma espécie de grande acolhimento com todas as políticas públicas que hoje existem, como Centro Pop e Casa de Passagem (República). Nós também vamos levar cursos de capacitação, além do CAPSad (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas), para fazer o tratamento das pessoas que saem da desintoxicação, mas ainda estão fragilizadas e precisam desse acompanhamento na saúde”, explicou o prefeito em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado.
Entre as parcerias previstas estão instituições como a Abadeus e o Bairro da Juventude, com oferta de cursos técnicos, além de empresas locais, que poderão utilizar máquinas instaladas nos galpões para treinar e empregar os acolhidos. Também estão previstas atividades agrícolas, como o cultivo de hortas, ocupando os usuários de forma produtiva durante o dia.
Conforme o prefeito, o projeto não funcionará como um abrigo sem regras. Haverá protocolos, critérios de permanência e acompanhamento individualizado, com tempo médio de permanência estimado em até três meses, respeitando as particularidades de cada caso. A ocupação será rotativa, permitindo o atendimento contínuo de novos usuários.
“O galpão já está sendo recuperado. Acho que a gente entrega ele antes do final do ano ainda para, daí sim, fazer a junção de todas essas políticas em um local só. Naturalmente, os locais onde hoje essas políticas acontecem passarão a migrar para esse novo espaço”, finalizou.



