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Comunicação em saúde cria vínculos e fortalece relações de diálogo

Nenhum profissional vai se comunicar de forma clara se não aprendeu

Por Roberta Mânica01 de março de 2023 2 min de leitura
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Você já foi a uma consulta médica e saiu de lá com dúvidas? Quantas buscas sobre o seu diagnóstico fez no Google ao invés de perguntar para o profissional de saúde? Um estudo realizado pela Universidade de Toronto apontou que 54% das queixas dos pacientes e 45% das suas preocupações passam despercebidas pelos médicos.

Nenhum profissional vai se comunicar de forma clara se não aprendeu, se não foi adequadamente instruído sobre como fazer isso no seu setor de atuação. Comunicação em saúde diz respeito ao aperfeiçoamento e à utilização de estratégias de atenção, orientação e acolhimento para contribuir na tomada de decisões dos pacientes. No entanto, é importante filtrar as informações que consumimos e compartilhamos diariamente. Sobre este excesso de conteúdo, o sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman alerta que estamos inundados de informação e cada vez mais famintos por sabedoria.

A médica e professora Dra. Ana Cecília Sucupira sugere em suas pesquisas introduzir no currículo da graduação em Medicina, conteúdos das áreas de humanidades, voltados para criar vínculos e fortalecer as relações de diálogo. A inserção do ensino da relação médico-paciente amplia a visão técnica do estudante e traz uma profunda dimensão de solidariedade para ouvir, conhecer e respeitar o sofrimento humano.

Dados do JAMA - The Journal of the American Medical Association, respeitado periódico de medicina, verificou que a compreensão atenta e profunda do contexto do paciente e de suas necessidades não se esgota na técnica, mas exige uma formação mais ampla da construção de uma comunicação empática e assertiva. Uma jornada de aprendizagem que, ao longo da formação, possibilite ao estudante lidar melhor com a própria natureza e acessar a verdadeira missão da profissão médica.

"O ato de ouvir exige humildade de quem ouve. E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos. Mas isso, admitir que o outro vê coisas que nós não vemos, implica reconhecer que somos meio cegos. Vemos pouco, vemos torto, vemos errado." Rubem Alves

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