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Confira como está a previsão orçamentária do Criciúma para a próxima temporada

Tigre deve gastar no mínimo R$ 10 milhões com o futebol profissional em 2022

Por Thiago Hockmüller

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Foto: Criciúma EC/Divulgação

O Criciúma está com o ‘mapa orçamentário’ da temporada 2022 traçado. Embora existam variantes como desempenho dentro de campo, receitas com venda de ingressos e planos de sócio torcedor, o Criciúma projeta trabalhar com um orçamento na casa dos R$ 12 milhões, cerca de R$ 10 milhões direcionados ao futebol.

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O plano foi apresentado nessa terça-feira, dia 14, durante cerimônia de posse da diretoria administrativa do clube presidida por Anselmo Freitas. Os números não levam em conta, por exemplo, os possíveis avanços do clube na Copa do Brasil, venda de publicidade das placas no entorno do gramado e arrecadações com venda de ingressos na Série B, sobretudo em jogos contra Grêmio, Cruzeiro e Vasco.

Sem as previsões acima, os números refletem na matemática tricolor e apontam para um saldo negativo de quase R$ 2 milhões. Mas isto não quer dizer necessariamente que o clube terminará o ano no vermelho ou que não terá poder de investimento no futebol.

“Os números são importantes, mas tem três fatores que me chamam a atenção: o valor da receita da TV de Série B e da Copa do Brasil, além do gasto com futebol profissional. A direção fez um orçamento com os pés no chão, mas com flexibilidade para aumentar a entrada e saída de dinheiro. Por isso, acredito que o déficit que é mostrado no balanço não irá acontecer e, talvez, de acordo com a necessidade, o investimento do futebol vai aumentar. A direção está preocupada com a grana do Tigre e isso é um bom sinal”, analisa o jornalista do Tabelando/Portal Engeplus, Mateus Mastella.

A previsão do Tigre é receber R$ 6,6 milhões de participação na Série B. O clube solicitou o adiantamento de R$ 500 mil para completar os R$ 750 mil pagos como bônus aos jogadores e comissão técnica pelo acesso à Série B.

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Outra questão preponderante na papeleta carvoeira é a quantidade de sócios no quadro. Atualmente são cerca de três mil sócios em dia, a ideia é que suba para cinco mil. Na análise de Mastella, esta receita, somada com a arrecadação com publicidade e camarotes, deve aliviar a pressão sobre os cofres do Tigre.

“A Copa do Brasil está contada apenas pela participação. Se avançar já entra mais dinheiro. Não estão contando ainda as receitas de ingressos para jogos grandes e mídias com placas no entorno do gramado. E a previsão de camarote é baixa”, explica Mastella.

A reportagem tentou contato com o presidente Anselmo Freitas, mas não foi atendida.

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