Conselho de Saúde e familiares de pacientes protestam no Hospital Materno-Infantil Santa Catarina
Criciúma
Ato aconteceu na manhã desta quarta-feira, dia 8

O Conselho Municipal de Saúde e familiares de pacientes do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina (HMISC) realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira, dia 8, em Criciúma, em frente a unidade hospitalar. A principal reivindicação foi cobrar humanização no atendimento e agilidade nos processos dentro do pronto-socorro.
“Nós temos tido muitos problemas há bastante tempo no HMISC. A gente, como Conselho Municipal de Saúde, tem cobrado melhorias no atendimento do Hospital Santa Catarina. Nós temos marcado reuniões onde o hospital não participa. O Conselho Municipal de Saúde é deliberativo, fiscalizador, é o órgão que tem que estar à frente dessa questão da saúde”, explica o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Julio Cesar Zavadil.
Conforme Zavadil, pacientes morreram por falta de atendimento adequado. “Claro que existem mortes evitáveis e aquelas que as mães estão reclamando e buscando judicialmente, inclusive, pela falta de atendimento adequado. A gente está buscando hoje humanização nos atendimentos dos profissionais. Sejam eles médicos ou todos eles que estão trabalhando na unidade. Existe a responsabilidade do hospital, da organização que está à frente, tem a responsabilidade do Estado, que tem que botar mais leitos, que tem que dar mais condições aqui para que isso funcione”, observa.

O objetivo do protesto foi mostrar os problemas do HMISC. “Queremos melhor atendimento para as crianças e para as mães. Além disso, buscamos que os atendimentos sejam ágeis e as pessoas não esperem duas ou três horas para serem chamadas”, ressalta.
A moradora de Criciúma, Sarah Fagundes, foi uma das participantes do protesto. Ela afirmou que sua sobrinha de três anos morreu por falta de atendimento adequado. “Nós tivemos uma experiência [ruim] mês passado. Minha irmã, com a minha sobrinha de três anos, estiveram aqui, pois a criança estava com pneumonia, e aqui tentaram, diversas vezes, mas o atendimento não aconteceu. Ninguém podia dizer nada e ficaram jogando de um lado para o outro. Conclusão da história, ela teve que tirar a criança daqui, levou para Florianópolis e a menina faleceu”, conta.
Segundo Sarah, a família está desolada com a perda da menina de três anos. “A minha irmã está bem triste, não sabe o que fazer. Estou indicando para ela entrar com uma ação judicial, porque isso é um direito dela, isso é negligência. Mas, ela está psicologicamente abalada”, afirma.
Pedido
Sarah ressaltou o pedido do presidente do Conselho Municipal de Saúde para ter mais humanização nos atendimentos. “Minha solicitação é que os funcionários da área da saúde honrem com a promessa de fazer o bem para a população. O que falta aqui é mais compaixão da parte dos profissionais. Falta muito, mas não são todos. A gente não pode generalizar. Mas alguns acabam fazendo pouco caso e afeta os demais profissionais”, pontua.
O Portal Engeplus entrou em contato com o diretor-geral do HMISC, César Augusto de Magalhães, porém as ligações não foram atendidas.



