Araranguá
Consultório de psicanalista investigado por supostos crimes sexuais é interditado pela Polícia Civil
Fato aconteceu após o cumprimento de uma decisão judicial na tarde dessa terça-feira
Por Patrick Stüpp
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O consultório de um psicanalista investigado por supostos crimes contra a dignidade sexual foi interditado nessa terça-feira, dia 6, na área central de Araranguá. O fato aconteceu após a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (Dpcami), dar cumprimento a uma decisão judicial, que também determinou a suspensão do exercício das atividades terapêuticas do profissional.
Conforme a Polícia Civil, a medida foi deferida pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Criciúma, após representação da autoridade policial, no âmbito de inquérito policial que apura, entre outros fatos, os crimes de violação sexual mediante fraude e importunação sexual. As investigações iniciaram a partir do relato de uma vítima e, no decorrer das diligências, outras mulheres também procuraram à Polícia Civil narrando situações semelhantes, relacionadas a atendimentos realizados pelo investigado.
Segundo a Polícia Civil, os elementos até então reunidos indicam pluralidade de vítimas, fatos ocorridos em períodos distintos e relatos envolvendo contatos físicos e abordagens de cunho sexual no contexto de atendimentos. Diante dos elementos, os policiais civis informaram que o Poder Judiciário determinou a suspensão de qualquer atividade de psicanalista, terapeuta ou atendimento individual, presencial ou por meio eletrônico, bem como proibiu a divulgação e oferta dos serviços e a lacração do consultório.
Investigado não estava no local
A Polícia Civil também informou que o investigado não se encontrava no local durante o cumprimento da decisão judicial. Diante disso, os policiais civis ressaltaram que foi dado cumprimento da parte da decisão judicial que possibilitava execução imediata, com interdição do espaço profissional. A diligência foi realizada por policiais civis da Dpcami de Araranguá, com acompanhamento da oficial de Justiça.
“A Polícia Civil ressalta que a investigação permanece em andamento e faz um chamado para que outras pessoas que eventualmente tenham vivenciado situações semelhantes procurem a Dpcami de Araranguá ou a unidade da Polícia Civil mais próxima. A procura pode ser feita tanto para o registro formal dos fatos quanto para obtenção de orientações sobre as providências cabíveis”, disse à Polícia Civil.



