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Conta da iluminação da Via Rápida custará R$ 50 mil mensais e será cobrada na Cosip

Obras

Valor será dividido entre mais de 230 mil habitantes de Criciúma e Içara

Por Lucas Renan Domingos25 de fevereiro de 2022 4 min de leitura
Lucas Renan Domingos/Portal Engeplus

As obras de instalação iluminação em toda a extensão da Via Rápida já estão andamento desde o dia 1 de fevereiro. O investimento de aproximadamente R$ 8 milhões é do Governo de Santa Catarina, por meio das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc). Após a finalização dos trabalhos, a projeção é de que a conta de energia da rodovia fique em aproximadamente R$ 50 mil mensais, valor que deve ser repassados aos moradores de Criciúma e Içara, por meio da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (Cosip).

O presidente da Celesc, Cleicio Poleto Martins, esteve em Criciúma na tarde desta sexta-feira, dia 25, acompanhando o andamento das obras. “As obras iniciaram, já assinamos o contrato, a empreiteira já está mobilizada, os engenheiros e supervisores estão conosco também. É uma obra de 12 km, onde toda a extensão da Via Rápida, a rodovia Aristides Bolan, será toda iluminada com lâmpadas de LED desde a BR-101 até a cidade de Criciúma, beneficiando não só os pedestres, mas também toda a população que passa com seus veículos aqui, dando segurança para todos”, afirmou o presidente.

Ao ser questionado sobre como ficará o pagamento da conta de energia da rodovia, Martins afirmou que o assunto já foi definido com as prefeituras de Criciúma e Içara. “Já assinamos um convênio com as prefeituras de Criciúma e Içara para que o pagamento da energia elétrica venha na conta dos moradores das cidades por meio da Cosip. Será em torno de R$ 50 mil mensais a ser dividido por uma população de mais de 230 mil habitantes. Vai ser um valor mínimo para que todos arquem com os custos, mas para ter um benefício social, evitando acidentes”, justificou o presidente.

Municípios alinhados com a Celesc

A preocupação dos municípios sobre quem arcará com os custos da iluminação da Via Rápida possui embasamento. Antes da concessão da BR-101 Sul, a Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, estava às escuras após a Prefeitura de Laguna e o Governo Federal travarem uma batalha para definir quem pagaria a conta. A prefeita Dalvânia Cardoso, afirmou que ainda não tem conhecimento de qual valor Içara precisará repassar para a Celesc, mas garantiu que o assunto não deve ser um problema.

“É uma necessidade, uma questão de segurança pública. Parte da Via Rápida está dentro de Içara e a conta da iluminação não pode ficar sem pai e sem mãe, como aconteceu na ponte de Laguna. A população é que fica prejudicada. Foi a melhor maneira que encontramos de resolver esta situação (dividir os custos)”, disse a prefeita de Içara.

“Tem que haver uma divisão justa, por isso a gente pede que haja uma apresentação do projeto completo. Em Içara nós temos uma PPP (Parceria público-privada) para a Cosip e tratamos de forma diferente de Criciúma. Por isso há importância da Celesc ir até a cidade para apresentar para a concessionária o projeto”, completou.

O secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Planejamento Urbano de Criciúma, Tita Belloli, também falou sobre o assunto:

A Via Rápida foi inaugurada em dezembro de 2017 e desde então não havia recebido a iluminação. A previsão é de que as obras sejam concluídas em até seis meses. Após a instalação, além do pagamento da conta de energia, os municípios também devem ficar como responsáveis pela manutenção. “As prefeituras já possuem este tipo de serviço, não será uma demanda alta, porque são lâmpadas de LED, o que acarreta em uma durabilidade muito maior. Tem uma confiabilidade também. O prefeito Clésio e a prefeita de Içara já estão comprometidos com esta causa também, já assinamos este convênio”, analisou Martins.

Ele também falou sobre os anos de espera para que a iluminação da rodovia fosse finalmente implantada. “Em 2019 iniciamos o projeto, mas tivemos a pandemia, o que fez com que todos os projetos se atrasassem. Ultimamente, as nossas licitações estão sendo tão vultuosas, que nós não estamos conseguindo empreiteiras para realizá-las. A gente teve atrasos, por conta da pandemia, a falta de material. E esta obra estava assinada há tempos, mas a falta de material fez com que a gente atrasasse ela uns quatro ou cinco meses”, explicou o presidente da Celesc.

A instalação das luminárias será custeada por convênio com o Governo do Estado de Santa Catarina, com recursos oriundos do ICMS, sem contrapartida dos municípios.

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