Contra a reestruturação do Banco do Brasil, funcionários realizam paralisação em Criciúma
Manifestação
O banco prevê adaptações na rede de atendimento em 361 municípios do país

Funcionários do Banco do Brasil estão realizando nesta sexta-feira, dia 29, em Criciúma e demais municípios da região carbonífera, uma paralisação contra o pacote de reestruturação da instituição.
O banco prevê adaptações na rede de atendimento em 361 municípios, mantendo unidades próprias em 221 municípios e correspondentes bancários Mais BB, nos demais. A economia líquida anual estimada com as ações de reduções de custos implementadas pelo banco é de R$ 353 milhões em 2021 e R$ 2,7 bilhões até 2025, segundo informou o banco por meio de nota.
Segundo a presidente do Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região, Dirceia de Mello Locatelli, a mobilização acontece em todo o país. “Na próxima segunda-feira, dia 1º de fevereiro, saberemos os nomes dos funcionários transferidos e demitidos. Temos informações que nove profissionais que atuam nos caixas deixarão as agências de Criciúma, ou seja, isso afetará diretamente o público”, comenta. “Acreditamos que o Banco do Brasil será privatizado, pois em 2020 apesar da pandemia, a instituição faturou R$ 2 bilhões e não teria motivos para demitir funcionários”, acrescenta.
Reestruturação
Conforme o banco, com o novo modelo 1,3 milhão de clientes passarão a contar com um gerente de relacionamento exclusivo para interação digital por meio do canal Fale.Com.
A interação digital do banco foi ampliada especialmente no último ano. O aplicativo do banco atingiu 4,7 milhões de usuários, crescimento 273% maior do que no período anterior à pandemia. Ao mesmo tempo, o atendimento pelo WhatsApp chegou a quase 600 mil atendimentos por dia.
“Com mais 1,3 milhão de clientes atendidos no modelo de atendimento especializado por gerentes de relacionamento dedicados, avançaremos de forma importante na melhoria contínua da experiência dos nossos clientes. Isso representa 13% a mais de clientes com essa proposta de valor”, disse em nota o vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, Carlos Motta.



