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Contrato para elaboração do Plano de Transição Energética Justa é assinado em Criciúma

Sustentabilidade

Com investimento de R$ 3,5 milhões, estudo será desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas

Por Patrick Stüpp03 de junho de 2025 4 min de leitura
Patrick Stüpp/Portal Engeplus

Uma importante ação para o desenvolvimento econômico e sustentável de Santa Catarina foi realizada na tarde desta terça-feira, dia 3, em Criciúma. Em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Plano Estadual de Transição Energética Justa sairá do papel e começará a ser desenvolvido no Estado. O ato de assinatura, que dará início ao projeto, foi realizado na Associação Empresarial de Criciúma (Acic).

Segundo o secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, Emerson Stein, após o ato de assinatura na tarde de hoje, o plano já começará a ser desenvolvido a partir desta quarta-feira, dia 4. Ao todo, serão 18 meses de trabalho com um investimento total de R$ 3,5 milhões, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas.

“Já estamos trabalhando no Plano de Transição Energética Justa desde que iniciamos o nosso mandato, sendo um dos pedidos do governador Jorginho Mello (PL). Este ato é importantíssimo e estamos vendo com bons olhos, já que é uma necessidade para o meio ambiente. Estamos felizes, pois a Fundação Getúlio Vargas é uma empresa de renome nacional e internacional, com uma equipe prepara para fazer o trabalho”, disse.

Secretário de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde, Emerson Stein. (Foto: Jéssica Rosso Crepaldi/Portal Engeplus)

Stein também reforçou a importância desta parceria, que foi uma escolha feita após conversas e decisões. Para o secretário de Meio Ambiente e Economia Verde, o Governo do Estado está com boas expectativas, já que a FGV conseguirá superar as dificuldades encontradas até o momento e entregar este trabalho em 18 meses de contrato.

“Esta pesquisa e estudo ajudarão a encontrarmos a melhor maneira de ajudarmos as empresas que dependem da energia a carvão não fecharem. Queremos entender qual a melhor energia a ser utilizada por essas empresas. Com a Transição Energética Justa, conseguiremos apoiar as empresas e os trabalhadores, descobrindo novas formas de retirada de energia”, destacou.

Emerson Stein assinando o contrato do Plano de Transição Energética Justa. (Foto: Patrick Stüpp/Portal Engeplus)

Setor carbonífero

A iniciativa será importante para a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC), que uma das principais atividades econômicas é o setor carbonífero. Além disso, o estudo da Fundação Getúlio Vargas ajudará a pensar alternativas e estratégias para solucionar um caso como o do fechamento da Unidade de Extração Mina Cruz de Malta, localizada no município de Treviso.

“Hoje é um dia super importante aonde efetivamente nós teremos um órgão responsável para fazer todo um levantamento, para apresentar as possibilidades, que a região pode desenvolver. Nós avançaremos efetivamente com a transição justa do carvão. Eu sou um grande defensor de que precisamos dar uso as áreas incluídas em Ações Civis Públicas (ACPs), para conseguimos converter a matriz econômica das nossas cidades”, ressaltou o prefeito de Treviso, Luciano Miotelli (MDB).

O que é Transição Energética Justa?

Transição Justa visa mudar o modelo de produção sem destruir valor econômico e social da sociedade. Sendo assim, Transição Energética Justa é mudar a forma de produção e de consumo de energia de um modelo de altas emissões de gases de efeito estufa para um modelo de baixa emissão. Isso passa por uma transformação tecnológica e ecológica que inclua novos processos que emitam menos gases como o dióxido de carbono (CO2) e o metano (CH4).

Descarbonizar não é acabar com os combustíveis fósseis, mas sim acabar com suas emissões de gases de efeito estufa. Com a mudança do modelo preservam-se os empregos e a economia das regiões afetadas pela alteração dos processos produtivos, incluindo a implantação de uma indústria de captura, utilização e armazenamento de CO2. - CCUS. Por outro lado, se estrutura uma nova economia na região com uma transformação que busca posicionar as regiões na neo economia verde.

O ato de assinatura também seria realizado com a presença do governador de Santa Catarina. Porém, conforme a assessoria de imprensa, Jorginho Mello não compareceu ao evento, já que precisou fazer uma viagem para Brasília de última hora. Ele irá cumprir uma agenda internacional na próxima semana.

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