Saúde

Convulsão ou epilepsia? Saiba a diferença e como agir durante uma crise

Orientações

Episódio exige atenção e diagnóstico antes de iniciar um tratamento

Por Fillipi Debrida27 de setembro de 2026 3 min de leitura
Magnific | Ilustrativa

Afinal, ter uma convulsão significa necessariamente ter epilepsia? A neurologista, Tatiana Pizzolotto Bruch, apontou que não. Segundo a especialista, uma pessoa pode ter uma crise isolada por diferentes motivos. Por isso, é importante procurar a causa do episódio antes de iniciar um tratamento.

A neurologista explicou ao Portal Engeplus que a convulsão acontece quando há uma atividade elétrica cerebral anormal e excessiva no cérebro. Já a epilepsia é uma doença neurológica caracterizada pela tendência de crises recorrentes.

Ou seja, uma pessoa pode ter uma convulsão isolada, provocada por uma situação específica, sem ter epilepsia. Entre as possíveis causas das convulsões, também estão hipoglicemia, febre em determinadas crianças, intoxicação, abstinência de álcool, alterações nos níveis de sódio, traumatismo craniano e infecções no sistema nervoso central.

Quando a convulsão é considerada epilepsia?

De acordo com Tatiana, a epilepsia está relacionada a uma tendência persistente de apresentar novas crises. "O diagnóstico depende do histórico clínico e dos critérios neurológicos, e não simplesmente de ter apresentado uma convulsão”, pontuou.

Por isso, conforme a neurologista, uma única convulsão não é suficiente para fechar o diagnóstico. É preciso procurar um especialista para entender em quais circunstâncias ela aconteceu, investigar possíveis causas e avaliar o quadro de cada paciente.

Os sinais também podem variar bastante. Na convulsão, as pessoas podem perder a consciência, ficar com o corpo rígido e e ter abalos rítmicos nos braços e pernas. “Pode haver alteração da respiração e coloração da pele. Depois dos movimentos, a pessoa pode ficar sonolenta, confusa e desorientada. Mas também pode ocorrer uma crise sem queda ou sem movimentos intensos”, afirmou.

Os sintomas da crise epiléptica também podem variar entre cada pessoa. Os mais comuns são tremores pelo corpo, respiração ofegante, salivação, ranger dos dentes e morder a língua. Também podem ocorrer desmaios e confusão mental após a crise.

As causas de convulsão variam conforme a idade

Tatiana explicou que, em crianças, as principais causas são hipoglicemia, alterações nos níveis de sódio, cálcio ou outros eletrólitos, além de infecções como meningite e encefalite. Traumatismos cranianos e intoxicações por medicamentos também podem provocar crises.

Já em adultos, de acordo com a especialista, as convulsões geralmente estão relacionadas a acidentes vasculares cerebrais (AVCs), além de tumores ou outras lesões cerebrais, infecções do sistema nervoso central e alterações metabólicas. “Abstinência de álcool e drogas pode também causar convulsão”, contou.

Confira as orientações da neurologista sobre o que fazer em caso de convulsão:

  • Proteja: afaste objetos perigosos e proteja a cabeça;

  • Cronometre: veja quanto tempo dura;

  • De lado depois: posição lateral quando cessarem os movimentos;

  • Nada na boca;

  • Não segure os movimentos;

  • Não dê água ou remédio pela boca durante a crise;

  • Acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) se durar cinco minutos, repetir sem recuperação, houver dificuldade respiratória.

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