Coronavírus: casal criciumense relata situação em Londres
Saúde
Hotelaria é o setor mais prejudicado por conta do Covid-19

O casal Claudia Colombo, de 38 anos, e Richard Galli, de 37 anos, é natural de Criciúma e reside atualmente na capital da Inglaterra, no Centro de Londres. Claudia conversou com a redação do Portal Engeplus no fim da tarde desta quarta-feira,dia 18, e relatou como estão as coisas no país onde vive há quase nove anos. Ela conta que no momento a Inglaterra vive o alerta para o isolamento. Em uma época do ano em que começa a primavera, clima em que fica mais atraente para as pessoas visitarem os pontos turísticos, os locais estão vazios. "Eu não precisei ir ao centro de Londres, mas vi fotos", disse Claudia.
Ela acredita que a Inglaterra demorou um pouco para anunciar as precauções e comentou que já há mais de 100 mortos pela doença no país. "Os mesmos parâmetros, pessoas mais velhas, com problemas crônicos. É só isso que se fala aqui, esse lance de isolamento é muito dificil, porque nós moramos no Centro de Londres, acontece bastante coisa ao redor da gente e ninguém gosta de ficar dentro de casa", contou.
A criciumense contou que está há dois dias em isolamento, fazendo home office (escritório em casa), e comentou sobre a necessidade de ter disciplina para não perder o foco. "Esse lance de trabalhar de casa não é a melhor coisa do mundo não, e tem que ter bastante disciplina, se não, ou a gente trabalha demais ou trabalha de menos, porque fica sem horário",ressaltou.
Hotelaria
O setor de hotelaria é o que mais está sofrendo neste momento no país, explicou Claudia, que é formada em jornalismo e atualmente trabalha como diretora de marketing. O marido, Richard Galli, está há 17 anos na Inglaterra e é executivo chefe de um hotel na região central. " Vemos bastante coisa acontecendo nesse setor. Resturantes vazios, hotéis com reservas todas canceladas. Muitos hotéis conhecidos mundialmente estão planejando fechar ou já foram fechados por um período de um a três meses e isso tem um custo muito grande para as pessoas que trabalham.Teve uma redução de pelo menos 30% dos trabalhadores, as pessoas estão sendo demitidas ou estão tendo que tirar férias não pagas, ou se quiserem, podem se demitir e voltar enquanto as fronteiras dos países aqui na Europa não estão fechadas. Mas, já existe uma dificuldade para entrar na França e na Espanha", comentou.
Já na Indústria que atua, que é a construção, Claudia conta que os trabalhadores ainda estão andando na rua. "Ainda está podendo trabalhar na rua, mas tivemos uma reunião na segunda-feira com a diretoria e decidimos que todos que trabalham em escritório passem a trabalhar em casa". A criciumense cita ainda que não existe uma previsão de quando as coisas voltarão ao normal. "O que foi passado para o setor de hotelaria é que o ápice vai ser final de abril e começo de maio, para depois, no mês de junho começar a melhoraar um pouco, e depois julho começar a voltar ao normal."
Diante de toda essa situação, em alguns momentos do dia é possível relaxar, mas em alguns momentos o medo toma conta, dificuldade que está sendo enfrentada diariamente pela Claudia e pelo Richard assim como tantos outros. Mas a criciumense conclui que não vai ajudar ficando em pânico,"é preciso manter a calma".



