Coronavírus: Terceira morte confirmada na Itália
Na Europa a Itália se torna o país mais atingido
Por André Abreu
2 min de leitura

Uma terceira pessoa infectada com o coronavirus morreu na Itália, uma autoridade regional disse neste domingo, enquanto o governo italiano luta para conter um surto da doença no norte do país com mais de 130 casos confirmados desde sexta-feira (21).
Segundo o líder regional da Lombardia, Giulio Gallera, a vítima era uma mulher idosa da cidade de Crema, leste de Milão, que também sofria de câncer. Nas últimas 48 horas duas outras pessoas vieram a falecer.
A segunda vítima italiana, uma mulher residente na Lombardia.Ela morreu em sua casa em Codogno, tinha 75 anos e foi à emergência de Codogno nos dias em que o "paciente número 1" de 38 anos passou por lá. O teste de Coronavírus foi realizado após a morte.
Na Itália a primeira morte foi de um idoso de 78 anos que foi o primeiro europeu a falecer por conta da epidemia. Ele estava internado há dez dias com uma doença não relacionada com o coronavírus.
Era uma das duas pessoas infectadas no Vêneto, no norte do país, enquanto cinco médicos e outras dez pessoas são portadoras do novo coronavírus na Lombardia. Aparentemente, eles frequentavam o mesmo bar e grupo de amigos.
O anúncio ocorre após a decisão de fechar espaços públicos e cancelar eventos esportivos e religiosos em 11 cidades do norte do país depois que um primeiro surto da doença foi identificado em Codogno, perto de Lodi.
Como sinal do medo que avança no mundo, nesta área localizada a cerca de 60 km a sudeste de Milão, mais de 50.000 pessoas foram colocadas em semiconfinamento.
Elas não poderão deixar suas casas nos próximos cinco dias, em uma medida semelhante à ordenada pela China na região onde a epidemia surgiu, na província de Hubei.



