Engeplus
Geral

Greve nacional

Correios: paralisação continua em Criciúma e chega a 19 dias de greve

Ação iniciou no dia 18 de agosto em todo país

Por Rafaela Custódio

2 min de leitura

Compartilhar:
Foto: Arquivo Portal Engeplus

Os funcionários dos Correios de Criciúma estão em estado de greve desde o dia 18 de agosto, ou seja, são 19 dias de paralisação em todo país. O ato foi decretado por assembleias realizadas em diversos estados do Brasil e não foi diferente no Sul de Santa Catarina. As principais reivindicações da categoria são contra os cortes de benefícios e redução de salários. Os trabalhadores também são contra a privatização da estatal.

Publicidade

Conforme o diretor do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos e Similares de Santa Catarina (Sintect/SC), Jeferson da Rocha, não houve avanço nas negociações com os Correios. “A greve continua em todos os estados. A empresa ganhou liminar para manter 70% de efetivo mínimo trabalhando”, explica. “Em Criciúma, até a última sexta-feira, dia 4, estavam 30 funcionários parados, 31 trabalhando e quatro afastados”, completa.

Os Correios contestam as informações repassadas pelo sindicato e em nota ainda no início da greve explicaram alguns pontos. Confira:

Desde o início das negociações com as entidades sindicais, os Correios tiveram um objetivo primordial: cuidar da sustentabilidade financeira da empresa, a fim de retomar seu poder de investimento e sua estabilidade, para se proteger da crise financeira ocasionada pela pandemia.

Conforme amplamente divulgado, a diminuição de despesas prevista com as medidas de contenção em pauta é da ordem de R$ 600 milhões anuais. As reivindicações da Fentect, por sua vez, custariam aos cofres dos Correios quase R$ 1 bilhão no mesmo período - dez vezes o lucro obtido em 2019. Trata-se de uma proposta impossível de ser atendida.

Diversas comunicações inverídicas e descontextualizadas foram veiculadas, com o intuito apenas de provocar confusão nos empregados acerca dos termos da proposta. À empresa, coube trazer as reais informações ao seu efetivo: nenhum direito foi retirado, apenas foram adequados os benefícios que extrapolavam a CLT e outras legislações, de modo a alinhar a estatal ao que é praticado no mercado.

Os trabalhadores continuam tendo acesso ao benefício do Auxílio-creche, para dependentes com até 5 anos de idade. Os tíquetes refeição e alimentação também continuam sendo pagos, conforme previsto na legislação que rege o tema, sendo as quantidades adequadas aos dias úteis no mês, de acordo com a jornada de cada empregado: 22 tíquetes para quem trabalha de segunda a sexta-feira e 26 tíquetes para os empregados que trabalham inclusive aos sábados ou domingos.

Compartilhar:
Leia a seguirJornalismo Satc promove debates sobre inovação, esporte e opinião
Publicidade