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Covid-19: aglomeração no Carnaval é um problema?

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Médico pneumologista Renato Matos fala sobre casos complicados

Por Jessica Rosso Crepaldi27 de fevereiro de 2025 2 min de leitura
Tomaz Silva/Agência Brasil

Com a chegada do Carnaval na próxima semana, muitas pessoas têm se questionado sobre a situação atual da Covid-19 no Brasil. O fato é que o vírus continua circulando, e de acordo com o médico pneumologista Renato Matos, em estações de grande aglomeração é esperado que haja um aumento de pessoas infectadas. O problema, no entanto, pode vir a ser para as pessoas a partir dos 65 anos, ou que possuem alguma comorbidade.

O doutor explica que ainda é visto com alguma frequência, pessoas que não se vacinaram, ou fizeram até duas doses da vacina, se infectando e se complicando com quadro de pneumonia, posteriormente sendo internadas e indo para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“Nós ainda temos casos complicados, evidentemente, que é completamente diferente da pandemia, é outra história, o vírus da Covid se tornou um vírus comum. É diferente do vírus da Influenza, que geralmente é um vírus de inverno”, pontuou. Conforme o doutor, pessoas não vacinadas correm um risco muito maior ao serem infectadas pela doença.

Atentas aos sinais

Matos explicou ainda que o importante é as pessoas ficarem atentas aos sinais gripais e quem apresentar deve realizar o teste, principalmente as pessoas que possuem em casa ou no seu convívio, contato com pessoas mais vulneráveis.

Ele disse ainda que antigamente as pessoas perdiam o paladar, o olfato, mas que hoje o vírus é tratado como uma gripe. “Hoje pessoas sadias tem poucos problemas com a Covid, tiveram as vacinas e mais a imunidade, que foi adquirida com essa infecções recorrentes, muitos tiveram [a Covid] duas, três vezes”, pontuou.

Criciúma

A bioquímica Andréa Goulart de Oliveira, que é coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Criciúma e Gerente de Vigilância em Saúde informou que nos últimos sete dias, foram registrados oito casos positivos de Covid-19 no município. Entretanto, esse número pode não mostrar a real situação, já que “muitas pessoas, às vezes, podem estar com Covid, ou outra síndrome gripal e não fazem o teste”, disse. As pessoas podem ainda realizar teste de farmácia, laboratório e ao saberem do resultado positivo não notificam a vigilância, segundo Andréa.

A coordenadora explicou ainda que, agora, a Covid é caracterizada como síndrome gripal, tendo sido estabelecido desta forma pelo Ministério da Saúde.

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