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Criciúma avança com proposta de assumir o patrimônio de casas militares da Praça do Congresso

Conversa com o Exército Brasileiro

Município quer transformar os imóveis na 'Vila das Etnias'

Por Lucas Renan Domingos22 de janeiro de 2024 3 min de leitura
Thiago Hockmüller/Portal Engeplus

Criciúma quer agregar ao seu patrimônio sete das nove casas do Exército Brasileiro situadas na Praça do Congresso, no Centro da cidade. A intenção do município é revitalizar os espaços e transformá-los em restaurantes especializados na gastronomia das sete primeiras etnias que colonizaram o município (italiana, alemã, africana, polonesa, árabe, portuguesa e espanhola).

O assunto já havia sido debatido pelo prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, com o comando do 28º Grupo de Artilharia de Campanha (28º GAC) em Criciúma. Nesta segunda-feira, dia 22, Salvaro avançou com a proposta ao levar o tema para discussão com o general José Luis Araújo dos Santos, comandante do 4º Grupamento de Engenharia (4º GPT E.), em Porto Alegre, no Comando Militar do Sul.

“O prefeito Clésio Salvaro quer criar ali naquele espaço o que estamos chamando de a Vila das Etnias. Já temos um projeto que foi mostrado para o comandante de Criciúma e agora para o general Santos. Ele ficou de nos dar uma resposta e nos orientou a procurar a SPU (Secretaria de Patrimônio da União) para dar novos encaminhamentos”, informou Marcos Mendonça, presidente da Fundação Cultural de Criciúma (FCC), que acompanhou o prefeito na reunião desta quarta-feira.

A proposta da Prefeitura de Criciúma é que os espaços sejam concedidos para a iniciativa privada, por meio de licitação, mas o modelo de concorrência ainda não foi definido. “Temos que primeiro ver se vamos conseguir assumir o patrimônio. Depois pensaremos na licitação. Não queremos derrubar aquelas casas. Queremos manter a estrutura, é um patrimônio histórico. O objetivo é apenas reformar e deixar bonito. Também não sabemos se a revitalização ficará para o município ou para quem vencer a concorrência”, explicou Mendonça.

Para a Prefeitura de Criciúma conseguir repassar as casas para o seu patrimônio, o município deverá apresentar uma contrapartida. “É outra etapa que ainda estamos discutindo. Aquelas casas são utilizadas por oficiais que ficam aqui por um tempo e depois vão embora. Ou seja, são utilizadas. Então o município poderia comprar outros imóveis e repassar ao Exército em troca das casas da Praça do Congresso. Isso tudo ainda carece de avaliações dos imóveis e das necessidades do próprio Exército”, acrescentou o presidente da FCC.


Vídeo do projeto da Vila das Etnias sendo apresentado ao comandante do 4º GPT E. - Foto: Tiago Silva/Decom

Duas casas desabitadas

Pelo menos duas casas dos nove imóveis militares estão desabitadas. Em uma delas, parte da estrutura do telhado, inclusive, está danificada, por conta de uma recente queda de árvore. Em outra, há sinais de abandono, como vegetação sobre os telhados e matos no quintal, além de desgastes na pintura. Mas a maioria delas está em bom estado de conservação.


Duas casas militares da Praça do Congresso desabitadas - Fotos: Thiago Hockmüller/Portal Engeplus

"Inclusive o general demonstrou surpresa ao saber que parte das casas estavam um pouco deterioradas, por se tratar de um imóvel de uso militar e em área nobre da cidade. Isso também nos ajudou a reforçar a nossa proposta, demonstrando nosso interesse em cuidar daquele patrimônio", pontuou Mendonça.

Nos últimos anos, a Prefeitura de Criciúma vem realizando atrativos para fortalecer no município o setor turístico. Além de fomentar a cultura, a ideia da Vila das Etnias seria um pontapé para no futuro estimular a retomada da Festa das Etnias, realizada pela última vez em 2019.

Além do prefeito e do presidente da FCC, estiveram na reunião com o general o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), Valcir Zanette, e Luciano Bilessimo, pró-reitor de pesquisa e inovação do Centro Tecnológico da Satc.

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