Criciúma: Câmara firma parceria com a Unesc para atuação de estudantes beneficiados pelo Universidade Gratuita
Contrapartida
Acadêmicos irão auxiliar os trabalhos das comissões e setores do Legislativo

A Câmara Municipal de Criciúma assinou, na manhã desta quinta-feira, dia 30, um Termo de Cooperação Técnica com a Unesc, formalizando uma parceria por meio do Programa Universidade Gratuita. A iniciativa prevê o desenvolvimento de atividades de extensão, pesquisa aplicada e prestação de serviços por estudantes beneficiados pelo programa, dos cursos de Pedagogia, Direito, Tecnologia da Informação (T.I.) e Jornalismo.
Segundo o presidente da Câmara, vereador Neto Uggioni, a parceria começou a ser construída ainda na gestão do ex-presidente Márcio Darós e representa um importante reforço técnico para o Legislativo. "Hoje a Casa Legislativa não tem esse braço para atender todas as demandas das comissões. Os universitários vão nos ajudar muito, fiscalizando e alinhando os projetos. Isso vai estreitar a relação entre o Executivo, a sociedade e os vereadores", afirmou.
Presidente da Câmara de Vereadores, Neto Uggioni. (Foto: João Gabriel da Rocha | Portal Engeplus)

Conforme Uggioni, não há um número definido de estudantes que participarão da iniciativa. A atuação será realizada conforme a necessidade da Câmara e a disponibilidade da Unesc. "A Universidade vai atendendo as nossas demandas. Acredito que será um processo bem flexível. Fiz um pedido para que esse trabalho comece já na próxima semana, porque temos urgência e vários projetos que precisam desse suporte", ressaltou.

.A reitora em exercício da Unesc, Gisele Coelho Lopes, destacou que a parceria representa mais uma etapa do Programa Universidade Gratuita, política pública criada para ampliar o acesso ao ensino superior e que agora passa a oferecer retorno direto à sociedade por meio da atuação dos estudantes formados. "Essa política pública teve a função de dar dignidade para as pessoas. Hoje recebemos diariamente entre 60 e 100 alunos por noite na universidade. Se não existisse o Universidade Gratuita, mais de 40% dessas pessoas jamais estariam cursando o ensino superior", garantiu.
Segundo Gisele, o programa passou por ajustes ao longo da implantação para garantir maior equilíbrio no acesso às bolsas e hoje atende estudantes de diferentes áreas do conhecimento. "Esses profissionais terão mais de 400 horas de trabalho dedicadas ao serviço público. Não é um trabalho amador, é um trabalho técnico. A Câmara passará a contar com advogados, administradores, contadores, arquitetos, engenheiros e outros profissionais, conforme as necessidades da instituição", finalizou.



