Em tratamento
Criciúma: cão baleado por policial militar está estável e segue em recuperação
Fato aconteceu durante detenção de mulher condenada por crime de tráfico de drogas
Por Patrick Stüpp
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O cachorro baleado por um policial militar nessa quarta-feira, dia 22, está estável e segue em processo de recuperação, em Criciúma. O animal foi atingido no momento em que a Polícia Militar (PM) atendia uma ocorrência de cumprimento de mandado de prisão por tráfico de drogas, no bairro Montevidéu.
Após ser ferido, o animal foi socorrido e encaminhado para atendimento veterinário no Núcleo de Bem-Estar Animal (Nubea). Conforme a coordenadora do Nubea, Ângela Mello, o núcleo foi acionado pela Polícia Militar e encontrou o cachorro com a ajuda de uma protetora independente no local.
“Fomos ao bairro para localizar o cachorro, mas não encontramos. Posteriormente, com a ajuda de uma protetora independente, conseguimos recolhê-lo. Fizemos uma análise no Nubea, depois levamos para fazer raio-x e agora segue em uma clínica para fazer o tratamento”, frisou.
Processo de recuperação
Matheus Nunes, protetor independente que está atuando com o Nubea no caso, frisou que o cachorro foi alvejado no nariz e a bala saiu pela parte de trás da boca. Para a reportagem do Portal Engeplus, ele contou que o animal está estável, comendo e fazendo suas necessidades normalmente.
“No momento, ele está medicado para a dor e com um pouco de anemia por perder bastante sangue. Porém, ainda não passou por nenhum procedimento, pois ainda está sendo analisado o que precisará ser realizado em questão de cirurgia e laudo”, enfatizou.
Nunes também ressaltou que o animal é um cachorro comunitário, pois recebia cuidados de moradores daquela comunidade. "No geral, o processo de recuperação segue em andamento e estamos esperando uma nova avaliação para sabermos o que precisará ser feito”, concluiu o protetor.

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PM explicou a ação
Segundo comandante do 9° Batalhão de Polícia Militar de Criciúma (9º BPM), tenente-coronel Mário Luiz Silva, os policiais militares foram cumprir um mandado contra uma mulher condenada há dez anos por tráfico de drogas. No local, a guarnição foi atacada por um cão, afirmou o comandante.
“A fim de repelir a agressão, um policial militar efetuou um disparo de arma de fogo, o qual atingiu o referido animal", frisou o comandante. Silva interpretou o ato do PM como uma ação legítima para proteger sua integridade física.
“O policial militar, de forma proporcional e necessária, efetuou um único disparo contra um animal que estava lhe atacando, para repelir uma agressão e salvaguardar sua integridade física para uma agressão à qual ele não deu causa. Agindo, assim, amparado na excludente de licitude do estado de necessidade, como preconiza a legislação penal”, explicou.



