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Criciúma: Clube do Livro fortalece laços interpessoais e conecta leitores à vivências do mundo real

Dia Mundial do Livro

Projeto conta com aproximadamente 40 membros rotativos

Por Laura Brehm23 de abril de 2026 3 min de leitura
Divulgação

Criado no fim de 2023, o Clube do Livro Ponto e Vírgula de Criciúma se consolidou através de um projeto desenvolvido por Graziela Rosso, proprietária da livraria Ponto e Vírgula. Ao passar do tempo, a iniciativa, que começou pequena, reunia cada vez mais pessoas que, apesar de diferentes, compartilhavam a mesma paixão: a leitura.

O objetivo inicial era divulgar a livraria independente, incentivar a venda de livros e promover a leitura, com foco na diversificação dos gêneros literários. Segundo Paulo Henrique Honorato, mediador do Clube de Leitura Ponto e Vírgula, o projeto deu tão certo que, mesmo após o fechamento da livraria, os encontros continuaram. “Nos unimos para não deixar o projeto morrer, e o clube cresceu ainda mais”, destacou Honorato.

Atualmente, o clube conta com aproximadamente 40 membros rotativos, e cada encontro reúne entre 15 e 20 participantes. “Em datas especiais, esse número aumenta”, revelou o mediador.

Todos os meses, em uma terça-feira à noite, o grupo promove rodas de conversa e debates sobre o livro escolhido do período, rindo, chorando e mergulhando por completo na história. “No final, vira uma sessão de terapia e cria laços de amizade muito incríveis. Às vezes, sorteamos livros ou mimos, além de outras surpresinhas”, concluiu.

Obras literárias “fora do óbvio”

Ao lado de Honorato, Helena Machado Luciano, vice-mediadora e social media do projeto, propõe obras mais diferenciadas para os encontros, fugindo um pouco dos livros hypados. Conforme Helena, entre os destaques estão as literaturas latino-americana, asiática e brasileira, em vez das tradicionais produções norte-americanas e europeias.

“Lemos muito sobre vivências diferentes das nossas. Temos uma brincadeira de que só lemos livros tristes, porque muitas vezes é nessas obras que surgem os temas para as melhores conversas”, detalhou Honorato.

De acordo com o mediador, os livros selecionados abordam desde lutas de classes até vivências específicas de diferentes grupos presentes na sociedade. A proposta do projeto vai além da integração interpessoal, para Honorato, trata-se também de conscientizar sobre os diversos modos de vida.

“Nos livros, são abordados assuntos como negritude e a comunidade LGBTQIAP+, por exemplo. Eu e a Helena, que fazemos parte da curadoria com alguns membros do clube, tentamos mesclar autores brasileiros com internacionais, tanto de países mais lidos como Estados Unidos e Inglaterra, como da Nigéria, do Chile e da Argentina”, exemplificou o mediador.

Para todas as idades

Apesar de a maioria dos participantes ser formada por mulheres entre 30 e 45 anos, o clube não possui público-alvo definido. “Acolhemos qualquer pessoa que esteja a fim de discutir literatura”, pontuou Honorato.

Segundo o mediador, o debate após a leitura ressignifica a obra e reforça ainda mais o objetivo do clube. “Sempre existe um novo olhar que faz o livro ficar ainda melhor ao final da conversa, mesmo quando o estilo da obra não conquista o leitor de primeira”, afirmou.

Para participar, basta entrar em contato pelo Instagram @clubinhopontoevirgula. Depois disso, o interessado é encaminhado para um grupo no WhatsApp, onde recebe a lista de livros do semestre e a localização dos encontros.

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