Balanço da pandemia
Criciúma convive com pressão no sistema de saúde, mas com baixo número de internações por Covid-19
Mais de 10% do total de profissionais da saúde estão afastados em função da doença
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A busca por testes rápidos e a demanda do sistema de saúde aumentou consideravelmente nas últimas semanas em Criciúma. Mais de 180 dos 1.341 profissionais da área contraíram a doença, ou seja, mais de 10% estão impossibilitados de atuar. Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estipula que precisam ser afastados do trabalho profissionais positivos para Covid-19, com ou sem sintomas, independente de serem vacinados, e profissionais sintomáticos, independente de serem totalmente vacinados e mesmo que já tenham tido a doença, até que o diagnóstico seja esclarecido.
Ontem, a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Santa Augusta fechou as portas para atendimento ao público depois que três servidores positivaram. Na UBS da Primeira Linha aconteceu o mesmo hoje, já que enfermeira e técnica em enfermagem cumprem isolamento domiciliar também em função do vírus. Os atendimentos passam para as UBSs do Morro Estevão e Sangão.
Além das contaminações, o secretário de Saúde de Criciúma, Acélio Casagrande, explica que a procura por testes rápidos também cresceu e aumentou a pressão no sistema de saúde. Porém ele faz uma consideração: “o serviço de saúde está saturado, a pressão é muito grande, as pessoas querem fazer teste por fazer. Existe um protocolo para isso e vamos seguir. O sistema está no limite. Muitas pessoas querem fazer o teste porque tiveram contato, se não estão com sintomas, não adianta teste antes de três dias”, explica.
No caso de profissionais da saúde, a nota técnica da Anvisa estipula que não precisam ser afastados do trabalho "profissionais sem sintomas sugestivos de Covid-19, mesmo com exposições de alto risco, quando forem totalmente vacinados ou que já tenham tido Covid-19 nos últimos 90 dias”. Porém, a Anvisa recomenda realizar o monitoramento diário dos profissionais que tiveram exposições de alto risco. “Dentro ou fora dos serviços de saúde, utilizando-se questionários de sinais e sintomas, por exemplo, mas eles não precisam necessariamente serem afastados do trabalho. No caso dos vacinados, devem ser testados imediatamente e de 5 a 7 dias após a exposição”, diz a nota.
“O fechamento das unidades vai dependendo dos afastamentos que acontecerem. São sete dias de afastamento. A contaminação está alta em todos os lugares, não apenas na área da saúde. É com profissionais da coleta de lixo, nas empresas, é em tudo quanto é lugar. É preciso evitar o máximo possível aglomerações em eventos que não são essenciais. Essencial é o trabalho, a escola. Eventos que podem ser evitados, devem ser evitados”, afirma.
Resultado da vacinação
Peço que as pessoas façam as vacinas. A prova de que adianta é o baixo índice de internação, gravidade e número de óbitos. O momento é de sinergia entre todas as partes.
Acélio Casagrande, secretário de Saúde de Criciúma
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Embora os níveis de contaminação estejam altos, a gravidade do cenário ameniza quando o assunto é internações e utilização de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No relatório de ontem da Vigilância Epidemiológica, constam 697 casos ativos em Criciúma, além de 33 suspeitos.
O número de internações entre suspeitos é de 12 pacientes, sendo dois em UTI (um morador da cidade e outro de fora) e dez em leito clínico. Já entre os confirmados, são quatro em UTI (três de Criciúma e um de outro município) e 21 internações clínicas.
Quase 40 pessoas estão internadas em Criciúma. (Fonte: Vigilância Epidemiológica)

Acélio Casagrande recomenda atenção aos protocolos sanitários para evitar a disseminação do vírus e alerta para a necessidade de vacinação. Na matemática básica feita pela gestão da saúde em Criciúma, não fossem as vacinas o número de internações e mortes seriam consideravelmente maiores.
“A partir do momento que reúne eventos com 300, 500, 1.000 pessoas, estão aumentando o risco de contaminação em massa porque facilmente transmitem. É evitar ir em locais que não são essenciais. A internação de vacinados é bem leve. Aqueles que não são vacinados têm agravamento maior. As internações estão em um bom patamar. Se está com sintomas leves de gripe, fique em casa. Agora, se tiver com situação de agravamento é preciso procurar auxílio no sistema de saúde”, esclarece.
Até ontem, Criciúma aplicou 385.900 doses contra a Covid-19, sendo 179.784 a primeira, 159.411 a segunda e 46.705 doses de reforço. Entre os internados residentes em Criciúma, um foi vacinado com a primeira dose, sete com a segunda e três com a terceira. Quatro dos internados não possuem registro, um está fora da faixa etária da vacina e dois recusaram a vacinação.



