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Criciúma: estudo da central semafórica inicia em junho e prefeitura planeja execução do projeto em 2024

'Onda Verde'

Vencedora da licitação possui 12 meses para entregar o estudo ao Paço Municipal

Por Thiago Hockmüller31 de maio de 2023 3 min de leitura
Thiago Hockmüller/Portal Engeplus

No dia 5 de junho será assinada a ordem de serviço para que a Consultran Engenharia inicie os estudos que vão indicar os moldes da central semafórica a ser instalada em Criciúma. A empresa, que já atua no estudo do plano de mobilidade urbana do município, venceu a licitação com o valor de R$ 2,5 milhões e terá 12 meses para concluir o projeto.

A central semafórica é um sonho antigo da atual gestão e está incluída no pacote de investimentos via Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata) - empréstimo de 25 milhões de dólares contratado pela prefeitura. Somente após a conclusão do projeto é que o Paço Municipal saberá o valor que precisará desembolsar para a instalação de equipamentos e pleno funcionamento da tecnologia.

Após a entrega do trabalho da Consultran Engenharia, a prefeitura entende que seriam necessários mais seis meses para a licitação e instalação de equipamentos. O período pode aumentar dependendo da necessidade de instalação de rede de fibra óptica de internet.

“A empresa vai estudar todos os semáforos do município e os pontos de cruzamentos que sabemos que são gargalos e que são problemáticos. Então o estudo vai fazer a contagem de tráfego para determinar se vai ter semáforo ou outro tipo de intervenção. A construção da central vai trazer a operação do semáforo de Criciúma com tecnologia embarcada”, explica João Paulo Casagrande, diretor de operações de obras da Secretaria de Infraestrutura, Planejamento e Mobilidade Urbana.

Atualmente os semáforos de Criciúma são analógicos. Em caso de acidentes ou necessidade de intervenção, é preciso mobilizar equipes da Polícia Militar ou agentes de trânsito. Com os semáforos tecnológicos, as mudanças poderão ser feitas direto da central, inclusive determinando onda verde em horários de pico, sobretudo na avenida Centenário.

“Temos muitos gargalos que não conseguimos dimensionar. A central vai dar fluidez inteligente ao fluxo viário. Vamos parar com semáforos analógicos e vamos ter inteligência artificial. O estudo vai dizer qual a melhor forma de propor alterações viárias no município e uma das metas do plano de mobilidade urbana é a questão do semáforo inteligente”, argumenta Casagrande.

O fato da Consultran Engenharia ter vencido as duas licitações significa, na teoria, boa comunicação entre a construção do plano de mobilidade urbana e o projeto da central semafórica. “A central vem para agilizar, modernizar e organizar o trânsito. Os semáforos daqui são os mesmos desde a década de 80, são analógicos, e tendo uma central integrada e digital, um técnico pode controlar a quantidade de veículos que passam e o tempo necessário para abrir e fechar o semáforo. Vamos ver o que o estudo vai apontar para ver o que é melhor para a cidade”, afirma o diretor da Diretoria de Trânsito e Transportes de Criciúma (DTT), Gustavo Medeiros.

A tecnologia deve contar com cabine de comando e aparelhagem de observação em tempo real dos cruzamentos, além do recurso de OCR (Optical Character Recognition), que serve para leitura de placas de veículos.

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