Criciúma: incidente em escola estadual deixa criança de sete anos com lesão ocular grave
Imbróglio
A escola se pronunciou afirmando que está acompanhando o caso

Um acidente envolvendo duas estudantes na Escola Professor Pedro da Ré, no bairro Mina do Mato, em Criciúma, resultou em uma grave lesão ocular para uma criança, de 7 anos, estudante do primeiro ano do Ensino Fundamental. O fato aconteceu no último dia 22 de outubro. Durante o intervalo, a estudante estava brincando com uma amiga quando um graveto lançado acidentalmente atingiu seu olho direito. Apesar de ser um incidente sem intenção, a gravidade da situação rapidamente se tornou evidente.
Conforme a mãe da criança, Camila Locks de Oliveira, após o acidente, as alunas foram encaminhadas à diretoria da escola, porém ambas foram mandadas de volta à sala de aula após o intervalo e a escola não entrou em contato com os responsáveis para avisar sobre a possível lesão no olho da aluna.

“A avó foi a buscar ela e percebeu que ela estava com dor e com a mão no olho direito. A direção pediu para a minha mãe esperar para conversar e falaram por cima o que havia acontecido, mas estavam distribuindo brinquedos e minha mãe não esperou. Ao sair da escola, minha mãe notou no trajeto que minha filha estava se contorcendo de dor, com isso, levou ela para a Unidade Básica de Saúde e o médico já encaminhou ao hospital”, detalha.
A família levou a menina para o Hospital Materno Infantil Santa Catarina (Hmisc). “Eles examinaram ela, nos atenderam muito bem e foram atenciosos, mas nos informaram que era necessário levar para Florianópolis em um oftalmopediatra. Foi solicitado um carro da Secretaria Municipal de Saúde e a Prefeitura de Criciúma nos deu todo apoio e nos levou para Florianópolis. Chegando na capital, fomos direto ao hospital e o oftalmopediatra nos informou que o olho direito estava bem machucado e pegou 70% do olho”, explica.
Segundo Camila, atualmente a sua filha tem a visão embaçada. “O oftalmopediatra nos relatou que não saberia dizer naquele momento o grau de perca da visão, porém ela não vai voltar enxergar 100%. Vamos voltar para Florianópolis nas próximas semanas para sabermos os resultados dos exames. Hoje, usamos dois tipos de colírios”, afirma.

A principal reclamação da família é que a escola não entrou em contato com os responsáveis pela aluna. “Já fizemos um Boletim de Ocorrência, exame de corpo de delito e vamos processar o Estado”, garante.
O que a escola diz?
A reportagem do Portal Engeplus entrou em contato com a coordenadora Regional de Educação de Criciúma, Ronisi Guimarães. Ela informou que não estava sabendo do caso, mas que buscaria entender a situação e chamaria a família para conversar.
O Portal Engeplus, então, entrou em contato com a diretora da instituição de ensino, Andreia Link. Ela relatou que as duas crianças estavam brincando e aconteceu o fato. “A direção tomou as medidas cabíveis, a menina estava bem, foi solicitado para conversar com a responsável no final do período e avó não aguardou a conversa. Nós lamentamos sobre o olho e foi uma decorrência entre duas alunas”, destaca. “Nós tomamos as medidas necessárias no momento, a escola não se omitiu e nem está se omitindo, estamos acompanhando, perguntando, estamos aqui para dar apoio e o que entendemos é que fatalidades acontecem. A escola tomou todas as medidas cabíveis”, acrescentou.



