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Criciúma: incidente em escola estadual deixa criança de sete anos com lesão ocular grave

Imbróglio

A escola se pronunciou afirmando que está acompanhando o caso

Por Rafaela Custódio31 de outubro de 2024 3 min de leitura

Um acidente envolvendo duas estudantes na Escola Professor Pedro da Ré, no bairro Mina do Mato, em Criciúma, resultou em uma grave lesão ocular para uma criança, de 7 anos, estudante do primeiro ano do Ensino Fundamental. O fato aconteceu no último dia 22 de outubro. Durante o intervalo, a estudante estava brincando com uma amiga quando um graveto lançado acidentalmente atingiu seu olho direito. Apesar de ser um incidente sem intenção, a gravidade da situação rapidamente se tornou evidente.

Conforme a mãe da criança, Camila Locks de Oliveira, após o acidente, as alunas foram encaminhadas à diretoria da escola, porém ambas foram mandadas de volta à sala de aula após o intervalo e a escola não entrou em contato com os responsáveis para avisar sobre a possível lesão no olho da aluna.

Olho direito da estudante. (Foto Divulgação)

“A avó foi a buscar ela e percebeu que ela estava com dor e com a mão no olho direito. A direção pediu para a minha mãe esperar para conversar e falaram por cima o que havia acontecido, mas estavam distribuindo brinquedos e minha mãe não esperou. Ao sair da escola, minha mãe notou no trajeto que minha filha estava se contorcendo de dor, com isso, levou ela para a Unidade Básica de Saúde e o médico já encaminhou ao hospital”, detalha.

A família levou a menina para o Hospital Materno Infantil Santa Catarina (Hmisc). “Eles examinaram ela, nos atenderam muito bem e foram atenciosos, mas nos informaram que era necessário levar para Florianópolis em um oftalmopediatra. Foi solicitado um carro da Secretaria Municipal de Saúde e a Prefeitura de Criciúma nos deu todo apoio e nos levou para Florianópolis. Chegando na capital, fomos direto ao hospital e o oftalmopediatra nos informou que o olho direito estava bem machucado e pegou 70% do olho”, explica.

Segundo Camila, atualmente a sua filha tem a visão embaçada. “O oftalmopediatra nos relatou que não saberia dizer naquele momento o grau de perca da visão, porém ela não vai voltar enxergar 100%. Vamos voltar para Florianópolis nas próximas semanas para sabermos os resultados dos exames. Hoje, usamos dois tipos de colírios”, afirma.

Criança de 7 anos no hospital. (Foto: Divulgação)

A principal reclamação da família é que a escola não entrou em contato com os responsáveis pela aluna. “Já fizemos um Boletim de Ocorrência, exame de corpo de delito e vamos processar o Estado”, garante.

O que a escola diz?

A reportagem do Portal Engeplus entrou em contato com a coordenadora Regional de Educação de Criciúma, Ronisi Guimarães. Ela informou que não estava sabendo do caso, mas que buscaria entender a situação e chamaria a família para conversar.

O Portal Engeplus, então, entrou em contato com a diretora da instituição de ensino, Andreia Link. Ela relatou que as duas crianças estavam brincando e aconteceu o fato. “A direção tomou as medidas cabíveis, a menina estava bem, foi solicitado para conversar com a responsável no final do período e avó não aguardou a conversa. Nós lamentamos sobre o olho e foi uma decorrência entre duas alunas”, destaca. “Nós tomamos as medidas necessárias no momento, a escola não se omitiu e nem está se omitindo, estamos acompanhando, perguntando, estamos aqui para dar apoio e o que entendemos é que fatalidades acontecem. A escola tomou todas as medidas cabíveis”, acrescentou.

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