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Criciúma inicia nesta terça-feira projeto para reinserção profissional de pessoas em situação de rua

Recomeça

São 15 pessoas inscritas para fazer serviços de zeladoria em troca de bolsa

Por Lucas Renan Domingos30 de março de 2026 2 min de leitura
Jessica Rosso/Arquivo/Portal Engeplus

A Prefeitura de Criciúma inicia nesta terça-feira, dia 31, o projeto Criciúma Recomeça que busca a reinserção no mercado de trabalho de pessoas em situação de rua. O primeiro dia da ação será realizada no bairro Pinheirinho, na avenida Centenário.

São 15 pessoas inscritas no projeto. Nesta segunda-feira eles receberam os uniformes e foram orientados de como funcionarão as atividades. Os participantes serão integrados às equipes de zeladoria do município para executar trabalhos de limpeza, pintura, roçada e manutenção de espaços públicos.

“Nós não sabíamos quantas pessoas teriam interesse. Na sexta-feira, 15 realizaram as inscrições e hoje, no momento marcado para a apresentação, todos apareceram. Isso nos deixou muito contentes ao saber que estão buscando uma qualidade de vida, um recomeço. Não sabemos se todos seguirão até o fim, mas essa atitude demonstrou que dentro deles há a intenção de mudança, de transformação”, destacou a secretária de Assistência Social de Criciúma, Dudi Sônego.

O grupo não terá vínculo empregatício com a Prefeitura de Criciúma. Em troca da mão de obra, eles receberão uma bolsa mensal com valor máximo de R$ 1,6 mil, sendo pagos de acordo com os dias trabalhados. Os participantes terão ainda que, obrigatoriamente, ter frequência em cursos de capacitação e alfabetização e serão acompanhados pelas equipes de Secretaria de Assistência Social. O modelo é uma etapa da Central do Recomeço, que será construída no bairro Capão Bonito.

“A lei permite até 30 pessoas no Criciúma Recomeça. Mas, neste primeiro momento, não vamos focar em quantidade. Mesmo que menos tenham demonstrado interesse, nós queremos que o programa dê certo e eles virem exemplo para os demais”, frisou a secretária.

Incentivo para contratação

As pessoas em situação de rua poderão ficar pelo prazo máximo de 12 meses no programa. “Neste meio tempo, se algum deles se destacar, nós incentivaremos empresas a fazer a contratação para que eles tenham um emprego formal”, salientou Dudi.

O foco da ação são pessoas em situação de rua que estão em tratamento químico ou concluíram o processo, para evitar a ociosidade e contribuir com a evolução clínica. A proposta foi inspirada no Projeto Superação, da Prefeitura de Piracicaba, município do estado de São Paulo.

A lei foi aprovada pela Câmara de Vereadores de Criciúma em fevereiro de 2026. O modelo previa ainda a inclusão de mulheres vítimas de violência dentro da iniciativa, mas o trecho foi retirado do projeto.

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