Criciúma passa a contar com programa que disponibiliza bolsas de sangue em operações aeromédicas
Sangue Total
Município é o quarto de Santa Catarina que recebeu a iniciativa implantada em 2022

O Programa Sangue Total, iniciativa pioneira que disponibiliza bolsas de sangue em operações aeromédicas, segue em expansão no estado de Santa Catarina. Desta vez, foi a vez do município de Criciúma receber a iniciativa, que já teve os atendimentos iniciados na tarde desta terça-feira, dia 8. O programa foi implantado em 2022 e também é realizado nas cidades de Florianópolis, Blumenau e Chapecó.
Desde a implantação, a iniciativa já realizou 195 transfusões em atendimentos às urgências e emergências pré-hospitalares. O foco do programa é disponibilizar as bolsas de sangue para que, em casos de choque hemorrádico graves, possam ser realizadas transfusões em pacientes durante atendimentos no local do fato ou, até mesmo, no momento do transporte aéreo.
Segundo o secretário de estado da Saúde, Diogo Demarchi, além de Santa Catarina, iniciativas parecidas são realizadas somente em três paises: Estados Unidos, Noruega e Israel. Ao longo dos 195 atendimentos feitos, até o momento, o Sangue Total já disponibilizou 235 bolsas de sangue. Além de Criciúma, a Secretaria do Estado da Saúde (SES) também planeja uma ampliação para o município de Lages.

“O Sangue Total é uma ação pioneira. Diante disso, é um serviço que nos orgulha muito e estou muito feliz de estar hoje aqui em Criciúma. É mais um passo que estamos fazendo nessa expansão e quem ganha é a população da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC). No geral, todos os serviços, por mais que iniciem em Florianópolis, queremos regionalizá-los ao máximo”, afirmou.
Diferença nas ocorrências
O impacto que o programa trará para o atendimento das ocorrências foi avaliado pelo coordenador estadual do Serviço Aeropolicial (Saer), Gilberto Crepaldi Mondini. Para a reportagem do Portal Engeplus, ele comentou que a iniciativa vem para somar em Criciúma e proporcionará diferenças nos atendimentos pré-hospitalares, principalmente aqueles com registros de vítima politraumatizadas.
“Será a diferença entre a vida e a morte das pessoas no local. Com isso, a partir de hoje, nossos servidores da saúde ficam capacitados com esse programa que já salvou muitas vezes pelo estado de Santa Catarina. Temos uma base em Chapecó onde a iniciativa é realizada há mais de um ano e já tivemos mais de 30 atendimentos com o Sangue Total. Santa Catarina está se tornando uma referência e a população está muito bem assistida”, afirmou.
De acordo com o superitendente de urgência da Secretaria de Estado da Saúde, Marcos Fonseca, o programa Sangue Total foi expandido para Criciúma, já que o município é considerado a maior cidade do Sul de Santa Catarina, além vir de encontro com a necessidade de outros municípios ao redor, até o Extremo Sul. Agora, as aeronaves estarão preparadas para fazer as transfusões sanguineas no local do ocorrido.
“Elas estarão levando as bolsas de Sangue Total. Basicamente, essas bolsas substituem, elas repõem o sangue de uma vítima de trauma e trambém vão auxiliar no apoio aos hospitais menores, onde um paciente que precisa de uma transfusão precisa ser estabilizado para transporte. A partir de agora, o Saer, com o suporte avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), passa a contar com mais um equipamento para salvar vidas na região”, ressaltou.

Como o sangue é disponibilizado?
Na prática, o sangue será fornecido pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) e ficará armazenado em uma câmara de conservação na sede do Serviço Aeropolicial, localizada no bairro Vila Macarini. Os socorristas ficarão no aguardo de atendimentos e, caso houver necessidade, a bolsa de sangue é colocada dentro da aeronave e será encaminhada aos pacientes quando a probabilidade for mais propícia.
Conforme a diretora-geral do Hemosc, Patrícia Carsten, será utizado somente bolsas de sangue da tipagem O+ com baixa titulação de imolizina, ou seja, se for usada em uma pessoa com a tipagem RH-, tem uma pequena chance de uma reação transfusional. A medida é escolhida já que os socorridas não sabem a tipagens sanguíneas das vítimas das ocorrências.
“Eles ficam com duas bolsas de sangue no estoque. Então, a medida que for utilizado, será colocado mais duas. Seja no atendimento ou vencimento das bolsas, estaremos sempre recompondo”, pontuou a diretora-geral. Na tarde de hoje, durante a implantação do programa, os sorristas saíram para um chamado e as bolsas de sangue já foram utilizadas. Confira:
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