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Criciúma: passageiras do transporte público denunciam homem que deixa bilhetes com mensagens íntimas

Caso de polícia

Recados são deixados em bolsas e mochilas há mais de um ano

Por Rafaela Custódio26 de fevereiro de 2026 3 min de leitura
Divulgação

Adolescentes que utilizam o transporte coletivo em Criciúma relataram ter recebido bilhetes deixados dentro de mochilas durante o trajeto de ônibus. Os casos vieram à tona após familiares divulgarem a situação nas redes sociais e pedirem atenção redobrada.

De acordo com a jornalista Letícia Ortolan, irmã de uma das adolescentes, os bilhetes apresentam a mesma caligrafia e o mesmo conteúdo, sempre direcionados a meninas. “Minha irmã tem 16 anos e recebeu esse bilhete na última terça-feira, dia 24, por volta das 18 horas, quando voltava do trabalho. Ela estava no ‘Amarelinho’ e o caso aconteceu na região do Terminal Central”, afirmou.

Segundo Letícia, o homem teria colocado o bilhete na mochila da irmã e também na de uma colega também menor de idade. “Um vizinho o percebeu colocando o bilhete e chegou a chamá-lo à atenção. Publicamos o fato na internet e várias meninas começaram a relatar que já tinham passado pela mesma situação e que isso não é recente”, contou. Ainda na terça-feira, Letícia registrou um Boletim de Ocorrência de forma on-line. “Na quarta-feira, o homem voltou a pegar o mesmo ônibus que a minha irmã, que conseguiu registrar imagens dele”, completou.

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Uma jovem de 21 anos, que preferiu não se identificar, também afirma ter sido alvo da mesma abordagem. “Foram cinco vezes. O primeiro bilhete foi em fevereiro do ano passado. Ele foi colocado de forma que eu não percebesse, dentro da minha bolsa, em um bolso lateral que não tem como fechar. Todos os bilhetes são iguais, com o mesmo texto. No primeiro momento, achei que fosse alguém brincando comigo, mas depois percebi que não era e também registrei Boletim de Ocorrência”, relatou.

Em entrevista ao Portal Engeplus, a delegada da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), Ana Elisa Vargas de Souza, explicou que, muitas vezes, os registros são feitos em outras delegacias e posteriormente encaminhados à especializada. “Qualquer ocorrência que chega à delegacia é analisada pelo delegado de polícia para que seja dado o encaminhamento adequado. Pode haver diligências preliminares para esclarecer circunstâncias, instauração de investigação formal quando há indícios de crime, acionamento de órgãos competentes ou até arquivamento, quando o fato não constitui crime”, explicou. “Havendo elementos de crime, é dado prosseguimento às investigações para identificar a autoria e buscar a responsabilização dos envolvidos”, acrescentou.

O Grupo Forquilhinha e Cribus Criciúma, responsáveis pelo transporte público do município, se manifestaram. Confira abaixo:

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