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Criciúma planeja nova usina solar para abastecer todos os prédios públicos

Cidade já conta com a Fazenda Solar Nikola Tesla, que abastece as 62 escolas municipais

Por Rafaela Custódio

4 min de leitura

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Foto: Rafaela Custódio/Portal Engeplus

O governo de Criciúma pretende construir uma nova usina fotovoltaica para abastecer todos os prédios públicos do município. Atualmente, a cidade conta com a Fazenda Solar Nikola Tesla, que abastece as 62 escolas municipais e a frota de veículos elétricos da prefeitura por meio de 2,2 mil módulos fotovoltaicos. Nos primeiros 12 meses de operação, o sistema gerou 1,44 milhão de kWh.

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O objetivo da prefeitura é integrar as duas usinas, alcançando uma produção superior a 5,6 milhões de kWh por ano. Conforme os estudos realizados, a geração será suficiente para atender 100% da demanda energética dos prédios públicos municipais.

“Quem acompanha o município sabe que Criciúma busca cada vez mais ser uma cidade sustentável. Temos um grande projeto, que é a Fazenda Solar Nikola Tesla, que hoje já abastece 100% das nossas escolas públicas. Agora, a intenção é implantarmos uma nova usina fotovoltaica de 4,5 megawatts para abastecer todos os demais prédios públicos da cidade. Assim, teremos geração de energia limpa para todos os prédios públicos por meio desse projeto”, explicou o secretário de Governança de Criciúma, Tiago Ferro Pavan, em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado.

A nova usina faz parte do projeto de Parceria Público-Privada (PPP) Cidade Inteligente. A proposta reúne soluções de tecnologia, conectividade, eficiência energética e automação urbana para modernizar os serviços públicos. A Prefeitura de Criciúma abriu nesta quinta-feira, dia 25, a consulta pública sobre os projetos no site (clique aqui).

A consulta pública permanecerá aberta até o dia 24 de julho de 2026. Durante esse período, moradores, entidades, empresas, universidades e demais interessados poderão acessar os estudos técnicos, conhecer a proposta e encaminhar dúvidas, sugestões e contribuições. O projeto prevê uma concessão administrativa com prazo estimado de 25 anos.

Iluminação pública

Pavan detalhou que o projeto também contempla a modernização da iluminação pública. “Um dos principais serviços dessa PPP é a iluminação pública. Criciúma tem buscado constantemente evoluir na implantação da iluminação em LED. Com recursos próprios, conseguimos concluir quase 50% da substituição das luminárias. Agora, com essa parceria público-privada, a intenção é concluir todo esse processo nos próximos meses. Mas não se trata apenas da troca das luminárias. Também haverá a implementação de uma tecnologia que chamamos de telegestão”, explicou.

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O secretário detalhou ainda o funcionamento do sistema. “É uma conectividade entre os 38 mil pontos de iluminação pública e um grande Centro de Controle de Operações, permitindo que saibamos em tempo real a situação de cada luminária. Se ela está queimada, intermitente ou apresentando oscilações. Assim, ao invés de sermos reativos e dependermos das reclamações da população na ouvidoria, nossas equipes poderão identificar os problemas antecipadamente e agir de forma proativa para solucioná-los por meio da telegestão”, enfatizou.

Cercamento digital

Outro eixo do projeto é o cercamento digital. “É um sistema que será integrado às forças de segurança. Por meio do cercamento digital e do uso de tecnologias como reconhecimento facial e leitura de placas de veículos, teremos todas as entradas e saídas da cidade monitoradas. Essas informações serão integradas ao Centro de Controle de Operações e utilizarão inteligência artificial para aprimorar a gestão da segurança pública. Tudo isso funcionando de forma integrada em um único ambiente”, destacou.

Serviços previstos na concessão

  • Modernização, operação e manutenção da iluminação pública;

  • Implantação de infraestrutura de telecomunicações;

  • Rede de fibra óptica;

  • Wi-Fi gratuito em espaços públicos;

  • Usina fotovoltaica;

  • Videomonitoramento urbano;

  • Cercamento digital;

  • Terminais de emergência;

  • Estações meteorológicas;

  • Radar meteorológico;

  • Central semafórica;

  • Semáforos inteligentes;

  • Integração dos serviços no Centro de Controle e Operação (CCO).

“A ideia é que, em alguns casos, as empresas formem consórcios para atender essa demanda. Ao levarmos o projeto para a B3, ampliamos nosso potencial de atração de investidores. Além disso, agregamos mais credibilidade e transparência ao processo. Um dos lemas deste governo sempre foi a transparência. Por isso, a intenção é realizar o processo na B3, garantindo maior atratividade ao projeto e mais transparência para toda a sociedade”, finalizou Pavan.

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