Criciúma prepara programa para reaproveitar móveis e conectar doadores a famílias que precisam
Aplicativo
Projeto ‘Da Minha Casa para Sua Casa’ deverá ser implementada nos próximos meses

A Prefeitura de Criciúma prepara a implantação de um novo programa voltado ao reaproveitamento de móveis e à destinação de itens que não são mais utilizados pelas famílias. Nomeado de “Da Minha Casa para Sua Casa”, a iniciativa deverá começar a funcionar nos próximos meses e pretende conectar pessoas que desejam doar móveis a famílias que precisam desses itens.
O projeto foi divulgado na manhã desta quinta-feira, dia 3, pelo prefeito Vagner Espindola. A ação contará com um aplicativo, que deverá ser anunciado nas próximas semanas. Por meio da plataforma, o cidadão poderá cadastrar um móvel que não utiliza mais, como um sofá, por exemplo. A partir da descrição e da imagem do item, o governo municipal poderá identificar uma família que tenha necessidade daquele objeto.
“O morador tem um sofá lá que já vai estar em desuso, vai comprar um sofá novo e aí ele se pergunta: mas onde é que eu vou levar isso? Ele vai entrar no aplicativo, vai registrar uma foto daquele sofá, e esse aplicativo vai trazer a descrição. Aí vai encontrar aquele que quer e lá no nosso Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) existe uma necessidade de alguém que precisa de um sofá naquele momento”, explicou o prefeito em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado.
Após a identificação da necessidade, a prefeitura fará a intermediação e poderá realizar o recolhimento do móvel. Caso seja necessário algum reparo, o item será encaminhado para um galpão que está sendo preparado pelo município.
Móveis poderão passar por recuperação
No espaço, os móveis poderão ser recuperados antes de serem destinados às famílias. A estrutura deverá contar com profissionais ligados ao programa Recomeça, que atuarão em áreas como carpintaria, marcenaria e pintura.
“O galpão já está sendo escolhido e alugado e, daqui a mais algumas semanas, ele já começa a receber os primeiros móveis, faz todo o reparo deles e depois coloca na estante social para que o cidadão que precisa também possa recolher”, afirmou o chefe do Poder Executivo.
Segundo o prefeito, a ideia foi construída a partir de experiências que já existem em outros municípios. Ele citou como referência a cidade de Esteio, no Rio Grande do Sul, além de outras iniciativas semelhantes. “É um modelo que já existe em outras cidades. Eu sempre digo para a minha turma: o que está certo não é feio copiar. Então, a gente encorpou o que tem de melhor em cada cidade para que pudéssemos apresentar esse modelo”, destacou.
Além do caráter social, o programa terá como um dos objetivos reduzir o descarte irregular e o volume de móveis encaminhados para aterros. Para o prefeito, a iniciativa também pretende estimular uma mudança de comportamento da população em relação aos objetos que ainda podem ser utilizados. “É mais um braço, é mais uma forma também de criar a consciência das pessoas e evitar que isso vire lixo, que depois a gente tem que colocar lá no aterro e pagar ainda para enterrar esse lixo”, finalizou.



