Saúde

Criciúma realiza descarte de mais de uma tonelada de medicamentos em seis meses

Atenção

Saiba como fazer o descarte correto

Por Fabrício Júnior05 de agosto de 2026 3 min de leitura
Divulgação

O município de Criciúma registrou no primeiro semestre de 2026 o descarte de mais de uma tonelada de medicamentos por meio do setor público. O trabalho realizado gerou um valor aproximado de R$ 11,5 mil de despesa ao órgão público.

A gerente da Assistência Farmacêutica da Secretaria Municipal de Saúde de Criciúma e farmacêutica bioquímica, Mariana Darolt Corrêa, explica que cada empresa privada deve possuir o seu plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde e ser responsável pelos seus descartes. Já no setor público municipal há uma empresa contratada por meio de processo licitatório, que faz o recolhimento, transporte, tratamento e destinação final de todos os tipos de resíduos.

O descarte é dividido por grupos. Confira:

Grupo A: infectantes

Grupo E: perfurocortantes (para a população, as agulhas, seringas e ampolas devem ser descartadas dentro de recipiente rígido - frasco de amaciante, por exemplo, caso não disponham de coletor específico)

Grupo A2: peça anatômica animal

Grupo A3: peça anatômica humana

Grupo A5: contaminadas por príons

Grupo B: químicos (aqui entram os medicamentos que devem ser descartados com as suas embalagens (blister, frascos).

Mariana destaca que os medicamentos que não estão vencidos e não estão mais em uso podem ser encaminhados para a Farmácia Solidária, nas clínicas integradas da Unesc. “Lá é feita a triagem e o que estiver em condições de uso é dispensado para toda a população, mediante receita”.

Em Criciúma, além da Farmácia Solidária, todas as unidades de saúde contém pontos de descarte de resíduos que envolvam a área da saúde. A gestora reforça a importância da destinação correta do material. “Nunca devem ser descartados no ralo, vaso sanitário, lixo comum, pois contaminam a água e o solo e afetam a fauna e a flora. Os sistemas convencionais de tratamento de água e esgoto podem não remover integralmente determinados resíduos farmacêuticos. O descarte inadequado também pode expor crianças, animais, trabalhadores da coleta e pessoas que manipulam resíduos ao contato acidental com esses produtos. Medicamentos encontrados no lixo podem ser ingeridos ou utilizados sem orientação profissional, ocasionando intoxicações, reações adversas, agravamento de doenças e outros danos à saúde”.

A farmacêutica bioquímica ressalta ainda que no caso dos antimicrobianos, a presença de resíduos no meio ambiente pode favorecer a seleção e a disseminação de microrganismos resistentes, reduzindo a efetividade dos tratamentos e agravando um importante problema de saúde pública.

Logística

Segundo Mariana, o município realiza a programação de aquisição com base no histórico de consumo e mantém o acompanhamento dos estoques, promovendo, quando necessário, transferências de medicamentos entre as unidades de saúde conforme as demandas. “Essas medidas contribuem para evitar perdas por vencimento nos estoques da rede municipal. Os medicamentos oferecidos pelo SUS que são descartados, compreendem aqueles que já foram dispensados aos usuários, por motivos como não adesão ao tratamento, alteração ou suspensão da terapia, óbito do paciente, sobra decorrente de ajuste de dose ou outras mudanças na conduta clínica”.

Punições

Pessoas físicas ou jurídicas que forem flagradas descartando resíduos de forma incorreta podem receber sanções nas áreas sanitárias, ambientais, civis e penais, conforme a gravidade da irregularidade e os danos causados. Denúncias de descarte irregular podem ser feita para a Vigilância Sanitária pelo telefone (48) 3437-6191 ou e-mail: protocolo.visa@criciuma.sc.gov.br.


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