Criciúma realiza mutirão de Implanon pelo SUS com resultado positivo, mas registra faltas
Saúde
Ação contemplou pacientes durante terça-feira de Carnaval

Criciúma promoveu o primeiro mutirão de inserção de Implanon, nessa terça-feira, dia 17, de Carnaval. Durante a ação, realizada no Santo Agostinho Complexo de Saúde, localizado na rua Luiz Pirolla de Noé, no distrito do Rio Maina, 32 mulheres que haviam realizado agendamento prévio receberam, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), o implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel. Foram registradas oito faltas.
Além das inserções, duas pacientes realizaram a substituição do dispositivo. “Duas mulheres já utilizavam o Implanon, mas o implante estava vencido. Como ele é eficaz por três anos, fizemos a retirada e inserimos um novo dispositivo. Elas saíram com o contraceptivo garantido por mais três anos”, explicou a enfermeira Lucimara Nunes Ferreira, coordenadora da Área Técnica em Saúde da Mulher, Criança e Adolescente de Criciúma.
Apesar das ausências, a Secretaria de Saúde avaliou a ação como positiva. A procura pelo método nas Unidades Básicas de Saúde será monitorada e, caso haja demanda, um novo mutirão poderá ser organizado.
Ao todo, 182 mulheres já receberam o Implanon no município. Até o momento, o Ministério da Saúde liberou o Implanon somente para cidades com mais de 50 mil habitantes. Na região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC), somente Criciúma e Içara foram contempladas.
Sobre o Implanon
Conforme o Ministério da Saúde, o Implanon é um método contraceptivo de longa duração e alta eficácia, considerado vantajoso em relação a outras opções. Ele atua no organismo por até três anos, sem necessidade de intervenções durante esse período. Após esse tempo, o implante deve ser retirado e, se houver interesse, um novo pode ser inserido imediatamente pelo próprio SUS. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.
Entre os contraceptivos atualmente oferecidos no SUS, apenas o DIU de cobre é classificado como LARC, sigla em inglês para contraceptivos reversíveis de longa duração. Esses métodos são considerados mais eficazes no planejamento reprodutivo por não dependerem do uso contínuo ou correto por parte da usuária, como ocorre com os anticoncepcionais orais ou injetáveis. Os LARC são reversíveis e seguros.



