Criciúma registrou mais de 30 casos de Meningite em 2025; uma delas levou a morte
Vacina é essencial
A principal forma de prevenção para a doença é a imunização, oferecida pelo SUS

O município de Criciúma já registrou 31 casos confirmados de Meningite em 2025 e uma delas levou a vítima a morte. A doença, mais comum entre crianças de até 5 anos, é responsável por causar uma inflamação nas meninges, as quais são membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal, podendo levar, em alguns casos, a morte. O exemplo mais grave da doença no município, que levou a óbito, foi o de uma idosa de 64 anos, que teve o resultado do exame positivo para Meningite por pneumococos.
Conforme a bioquímica e gerente de vigilância em saúde de Criciúma, Andréa Goulart de Oliveira, apesar da faixa etária principal ser as crianças, no estado catarinense também há registros frequentes em adultos jovens, especialmente entre 30 e 39 anos. “Ela é ser causada por bactérias, vírus, fungos ou parasitas. As formas bacterianas e virais são as mais comuns e preocupantes para a saúde pública. A doença pode evoluir rapidamente e, sem tratamento, pode levar a complicações graves ou até à morte”, explicou.
Os sinais variam dependendo da idade da pessoa que contrair. “Os principais sintomas são a febre alta e repentina, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas e vômitos e sensibilidade à luz. Já em crianças pequenas é a irritabilidade, sonolência excessiva e dificuldade para se alimentar”, destacou.
Os principais agravadores para ter a doença são ações simples do dia a dia, além da baixa procura da população pela vacina. “Os agravantes para contrair a doença são a baixa imunização da população, ambientes fechados e aglomerados, como escolas, quartéis e universidades; o sistema imunológico enfraquecido e por fim, as mudanças sazonais, sendo que a bacteriana mais comum no outono-inverno e a viral na primavera-verão”, completou.
A especialista frisou que a forma mais eficiente de prevenção é a imunização, sendo que o município vem atingindo um bom público. “A nossa cobertura vacinal é boa, por ser uma vacina cara na rede privada, os pais aderem à vacinação disponível no SUS, que seria para crianças e adolescentes. No SUS são oferecidas a Meningo C para bebês de 3 e 5 meses, a ACWY para bebês de 12 meses e a ACWY para crianças de 11 anos”, ressaltou.
A gerente lembrou que apesar dos números altos, eles seguem menores que o ano anterior. “Em 2024 tivemos duas mortes e um número maior de casos, esse ano foi mais controlado. Buscar a imunização é essencial porque reduz drasticamente o risco de surtos, protege os grupos mais vulneráveis, sendo as crianças e os idosos, evita complicações graves e mortes e contribui para a saúde coletiva, já que a vacinação protege não somente o indivíduo, mas toda a comunidade”, finalizou.




