Criciúma será uma das primeiras cidades de SC a oferecer o Implanon pelo SUS
Contemplado!
Profissionais do município recebem capacitação do método em outubro

Após o Ministério da Saúde informar que disponibilizará no Sistema Único de Saúde (SUS) o implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel, conhecido como Implanon, os municípios de Santa Catarina aguardam os próximos passos. Criciúma está entre os 34 municípios catarinenses que serão contemplados na etapa inicial. O método pode custar até R$ 4 mil na rede privada.
De acordo com o secretário de Saúde de Criciúma, Deivid de Freitas Floriano, um médico e duas enfermeiras participarão da capacitação que será realizada no dia 23 de outubro, em Florianópolis. “Esses profissionais posteriormente irão repassar para toda a equipe. Depois disso vamos aguardar a nota técnica para saber como será a distribuição do Implanon”, afirmou o secretário.
Além de Criciúma, a lista contempla Araquari, Araranguá, Balneário Camboriú, Barra Velha, Biguaçu, Blumenau, Brusque, Caçador, Camboriú, Canoinhas, Chapecó, Concórdia, Florianópolis, Gaspar, Içara, Imbituba, Indaial, Itajaí, Itapema, Jaraguá do Sul, Joinville, Lages, Mafra, Navegantes, Palhoça, Rio do Sul, São Bento do Sul, São Francisco do Sul, São José, Tijucas, Tubarão, Videira e Xanxerê.
A deputada federal Ana Paula Lima (PT), titular da Comissão de Saúde da Câmara, destacou a importante conquista para as mulheres catarinenses. “Essa é uma medida que amplia a autonomia das mulheres, garantindo acesso universal e gratuito a um recurso seguro, moderno e de alta eficácia”, afirmou Ana Paula.
Sobre o Implanon
O Implanon é um método contraceptivo de longa duração e alta eficácia, considerado vantajoso em relação a outras opções. Ele atua no organismo por até três anos, sem necessidade de intervenções durante esse período. Após esse tempo, o implante deve ser retirado e, se houver interesse, um novo pode ser inserido imediatamente pelo próprio SUS. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.
Entre os contraceptivos atualmente oferecidos no SUS, apenas o DIU de cobre é classificado como LARC, sigla em inglês para contraceptivos reversíveis de longa duração. Esses métodos são considerados mais eficazes no planejamento reprodutivo por não dependerem do uso contínuo ou correto por parte da usuária, como ocorre com os anticoncepcionais orais ou injetáveis. Os LARC são reversíveis e seguros.
Atualmente, o SUS disponibiliza os seguintes métodos contraceptivos: preservativos externo e interno; DIU de cobre; anticoncepcional oral combinado; pílula oral de progestagênio; injetáveis hormonais mensal e trimestral; laqueadura tubária bilateral e vasectomia. Entre esses, apenas os preservativos oferecem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
*Com informações do MS



