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Criciúma sofre com aumento em casos de sífilis

Dados do Pamdha levam em conta a comparação dos anos de 2016 e 2017

Por Thiago Hockmüller

3 min de leitura

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Neste sábado acontece o Dia Nacional de Combate à Sífilis, doença sexualmente transmissível e que tem crescido nas estatísticas na cidade de Criciúma, conforme dados do Programa de Atenção Municipal às DST/HIV/AIDS (Phamda). Segundo o órgão, os números levam em conta um comparativo entre os anos de 2016 e 2017 e registrou um aumento de 44 casos na Capital do Carvão.

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O dado é preocupante. E também ressalta a importância de campanhas como a que ocorre neste sábado em todas as 48 Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Criciúma. “É uma doença que conhecemos perfeitamente, sabemos diagnosticar de maneira fácil e temos os remédios para a cura. Por isso, a importância do diagnóstico precoce da doença, que é altamente contagiosa”, explica a coordenadora do Pamdha, Patrícia Rodrigues.

Conforme o Phamda, casos de sífilis tem crescido em Santa Catarina e no restante do país. Durante o dia de conscientização, que também contará com mobilização na praça Nereu Ramos, serão oferecidos testes gratuitos, informação e detalhes sobre a infecção, conscientização e insumos para prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Ainda segundos os dados levantados pelo Phamda e divulgados pela Prefeitura de Criciúma, em 2017 foram notificados 10 casos de Sífilis Congênita na cidade. Um aumento considerável em relação ao ano de 2016, quando foram registrados quatro casos. Em gestantes, foram 49 casos em 2017, contra 46 no ano anterior. Quanto a Sífilis Adquirida, foram 319 casos notificados. Em 2016, 284 casos.

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Homens são os maiores infectados

Desde março deste ano existe em Criciúma um Comitê de Investigação de Transmissão Vertical do HIV e Sífilis. A intenção é enfrentar a epidemia contribuindo na prevenção e informação.

Entre os dados divulgados pelo município, a sífilis atinge principalmente pessoas na faixa etária entre 20 e 39 anos, sobretudo homens, que com 59,3% dos casos lideram o índice de pessoas infectadas. “É importante que toda a população sexualmente ativa faça o teste para sífilis, especialmente para as pessoas que praticarem sexo sem proteção, incluindo sexo oral”, observa Patrícia.

Sobre a sífilis

O que é

É uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária). Nos estágios primário e secundário da infecção, a possibilidade de transmissão é maior.

Formas de transmissão

A sífilis pode ser transmitida por relação sexual sem camisinha com uma pessoa infectada, ou para a criança durante a gestação ou parto.

Diagnóstico

O teste rápido (TR) de sífilis está disponível nos serviços de saúde do SUS, sendo prático e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial. O TR de sífilis é distribuído pelo Departamento das IST, do HIV/Aids e das Hepatites Virais/Secretaria de Vigilância em Saúde/Ministério da Saúde (DIAHV/SVS/MS), como parte da estratégia para ampliar a cobertura diagnóstica.

Nos casos de TR positivos (reagentes), uma amostra de sangue deverá ser coletada e encaminhada para realização de um teste laboratorial (não treponêmico) para confirmação do diagnóstico.

Em caso de gestante, devido ao risco de transmissão ao feto, o tratamento deve ser iniciado com apenas um teste positivo (reagente), sem precisar aguardar o resultado do segundo teste.

Saiba mais sobre a doença, tratamento e prevenção clicando aqui.

Fonte: Ministério da Saúde

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