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Criciúma soma 61 focos do Aedes aegypti; previsão é que número supere o registrado em 2025

Em monitoramento

Em decorrência do El Niño, ações de prevenção serão realizadas no município

Por Ariadne Marcelino20 de agosto de 2026 3 min de leitura
Divulgação

A aproximação da primavera e a previsão de intensificação do El Niño no país acendeu um alerta a respeito da proliferação do Aedes aegypti, principal transmissor da dengue e outras arboviroses. Em Criciúma, 61 focos do mosquito foram identificados neste ano. O dado representa cerca de 71% dos focos registrados em 2025, que encerrou com 86 registros.

Os bairros com maior número de focos do mosquito são Imigrantes, Próspera, Nossa Senhora da Salete e Jardim Maristela. Em agosto, também foram registrados focos na área central. Segundo a coordenadora do Centro de Zoonoses, Simone da Cruz, a expectativa é de que o município ultrapasse o número do ano passado. Apesar disso, casos confirmados de dengue não ocorrem desde maio.

“Neste mês não tivemos casos positivos. Os últimos casos reagentes em Criciúma foram em fevereiro, com dois casos, e em maio, também dois casos. Todos foram importados, ou seja, as pessoas contraíram a dengue em outro local”, explicou.

De acordo com dados da Vigilância em Saúde de Criciúma, em 2026 foram notificados 122 casos de dengue no município até então. Em agosto, houveram dois registros, ambos negativos. Também não houve notificações de demais arboviroses.

Consequências do El Niño

No entanto, a Vigilância relembrou que o risco de transmissão pode aumentar com a projeção atual de chuvas acima da média na Região Sul. Katiane Figueiredo, gerente do setor, destaca que o município está acompanhando o cenário climático e epidemiológico para os meses de primavera e verão, principalmente diante da previsão de intensificação do El Niño, que pode favorecer a proliferação do Aedes aegypti.

“Em Criciúma, a estratégia é trabalhar de forma preventiva, fortalecendo as ações antes de um eventual aumento de casos. Entre as medidas previstas estão a intensificação das visitas e do monitoramento dos pontos estratégicos e imóveis com maior risco, eliminação de criadouros, acompanhamento dos focos identificados, ações educativas e mobilização da população, além do monitoramento permanente dos indicadores entomológicos e epidemiológicos”, contou.

Katiane ainda ressaltou que a Vigilância Epidemiológica vem trabalhando para integrar as informações do setor e controle do vetor, com o objetivo de identificar antecipadamente mudanças no cenário e direcionar as equipes de forma rápida para as áreas de maior risco.

Cenário nacional

No fim de julho, o Ministério da Saúde, encaminhou um alerta aos estados e municípios sobre a possibilidade de aumento na transmissão de doenças como dengue e chikungunya, devido às mudanças climáticas associadas ao El Niño. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (WMO) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a intensidade do fênomeno pode favorecer condições que ampliam a circulação do mosquito Aedes aegypti neste segundo semestre de 2026.

Apesar da atenção para os meses finais de 2026, até então o país apresentou redução no número de casos dessas doenças. Em comparação ao primeiro semestre de 2025, houve queda de 73% no número de casos de dengue, registrando 392,8 mil casos até junho de 2026. Os casos de chikungunya também apresentaram redução de 46%.

Aos cidadãos, é orientado que:

  • eliminem possíveis criadouros do mosquito nas residências;

  • fiquem atentos aos sinais e sintomas das arboviroses;

  • procurem atendimento de saúde ao surgimento dos primeiros sintomas.


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