Criciúma: Unidades
Criciúma: Unidades de saúde são reabastecidas com medicamentos
Secretaria de Saúde busca normalidade após recesso de fornecedores. Pacientes também aguardam materiais médico hospitalares.
Por Redação Engeplus
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Os transtornos causados pela falta de medicamentos aos pacientes que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS), em Criciúma, são problemas que estão sendo solucionados pela Secretaria de Saúde. Medicamentos como losartana, enalapril, amoxilina, cinarizina e clonazepam, entre outros que são alguns itens de maior impacto, já estão sendo entregues nas regionais de saúde. A orientação aos pacientes é de que procurem a unidade de saúde mais próxima de casa.
A primeira remessa de compra, conforme informações da secretária Letícia Vieira de Oliveira Rodrigues, será reforçada até o início da próxima semana. Ela lembra que o problema enfrentado por pacientes criciumenses se deu, principalmente, em função do recesso das empresas fornecedoras e de problemas antigos que surgiram no período em que os servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estiveram em greve.
De acordo com a coordenadora do almoxarifado da saúde, Manuela De Lorenzi Cancelier, o medicamento mais procurado de todos os que já estão sendo entregues nas unidades de saúde é o enalapril. “Por mês, fornecemos 400 mil comprimidos deste remédio aos pacientes que sofrem de problemas cardíacos, a maioria idosos”, pontuou. Manuela também explicou que somente do medicamento clonazepam, usado por pacientes que fazem tratamento no Centro de Atendimento Psicossocial (Caps), são entregues 125 mil comprimidos por mês.
Material médico hospitalar - Débora Soares é filha de uma cadeirante, condição causada por uma lesão medular. Ela explica que as pessoas com lesão na medula têm problemas com o funcionamento de seu intestino e bexiga, pois os comandos do cérebro não chegam de forma correta nesses orgãos. Por isso, a mãe de Débora faz uso de materiais médico hospitalares, como uma sonda de alívio, usada para urinar.
O problema, segundo Débora, além de todos os transtornos enfrentados por um cadeirante, como a dificuldade para locomoção, é que a sonda de alívio número 12, usada por sua mãe, está em falta desde o final de dezembro no posto de saúde do seu bairro, Santa Luzia. Ela foi informada, inclusive, que talvez os materiais cheguem em março, tempo suficiente para que, conforme Débora, sua mãe desenvolva um problema renal.
No entanto, a previsão não está de acordo com a Secretaria de Saúde de Criciúma. "Temos conhecimento deste problema, e ele acontece pelo mesmo motivo que atrasou a entrega de medicamentos: a greve da Anvisa e o recesso dos fornecedores. Já fizemos os pedidos de compra e, agora, dependemos da entrega dos distribuidores. Creio que até o início de fevereiro os materiais médico hospitalares também estejam nas unidades de saúde, inclusive as sondas de alívio", garante a secretária Letícia.
Com informações de Kênia Pacheco/Decom.



