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Criciúma: vereador lança abaixo-assinado pela retirada do estacionamento rotativo de ruas residenciais

Discussão

Iniciativa é de autoria do parlamentar Nícola Martins (PL)

Por Patrick Stüpp18 de setembro de 2026 2 min de leitura
João Gabriel da Rocha | Portal Engeplus

Um abaixo-assinado foi lançado nesta sexta-feira, dia 18, pela retirada do estacionamento rotativo em ruas essencialmente residenciais de Criciúma. A iniciativa, de autoria do vereador Nícola Martins (PL), pretende reunir moradores e usuários das vias para fazer com que o município revisite os locais atualmente abrangidos pelo sistema.

O foco da ação é dar voz principalmente aos moradores dessas regiões e transformar a discussão em uma pauta pública. A proposta é que, a partir das manifestações coletadas, a administração municipal avalie tecnicamente a manutenção do sistema nas vias de perfil predominantemente residencial. A mobilização está aberta e a participação da população pode ser feita clicando aqui.

Conforme o vereador, a discussão não é sobre ser contra ou a favor do estacionamento rotativo de forma geral, mas sobre onde a cobrança faz sentido. “Defendo que o estacionamento rotativo cumpra uma função pública: organizar o usa das vagas, aumentar a rotatividade e facilitar o acesso às regiões onde existe grande demanda. O problema é quando levamos essa lógica para ruas que têm uma característica essencialmente residencial”, afirmou.

Abaixo-assinado é uma ação de autoria do vereador Nícola Martins (PL). (Foto: João Gabriel da Rocha | Portal Engeplus)

O parlamentar frisou que a expansão indiscriminada do sistema pode gerar impactos diferentes daqueles observados nas regiões de maior atividade comercial. “Uma rua residencial não tem a mesma dinâmica de uma área comercial. Não podemos tratar todos os espaços da cidade da mesma maneira. Precisamos discutir critérios objetivos para definir onde o rotativo é necessário e onde ele deixa de cumprir sua finalidade”, argumentou.

Por fim, o vereador ressaltou que a logística do estacionamento rotativo deve considerar fatores como fluxo de veículos, concentração de comercio e serviços, demandas por vagas, circulação de pedestres e características urbanísticas de cada região. “A cidade precisa ouvir quem mora nesses locais. Uma política pública eficiente não pode ser construída apenas olhando para um mapa. É preciso entender a realidade de cada rua”, acrescentou.

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