Relato
Criciumense que estava na Espanha: 'vi que o coronavírus não é só um resfriadinho'
Giácomo Lemos Sônego, de 22 anos, estava há dois meses no país
Por Rafaela Custódio
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O estudante de arquitetura Giácomo Lemos Sônego, de 22 anos, estava há dois meses na cidade de Lleida, na Espanha, e viu de perto o país registrar 5.690 mortes por conta de Covid-19. Ele retornou ao Brasil nessa sexta-feira, dia 27, por razão do coronavírus. Ele estava na Europa para estudar, porém a faculdade anunciou que as aulas estão suspensas até maio.
Sônego relata que a situação na Espanha é crítica e as pessoas estão cumprindo a quarentena de forma rigorosa. “Estava estudando arquitetura em Lleida, cidade próxima a Barcelona. Cada dia temos mais contagiados e aumenta o número de mortes. A todo o tempo na televisão as notícias eram sobre o vírus. Aliás, no último mês, não só as notícias, mas como todos os assuntos eram sobre a Covid-19”, conta.
O criciumense afirma que tudo está fechado no país, como comércio, escolas, faculdades. “A quarentena lá está sendo levada muito a sério. Existe uma multa de € 200 a € 1 mil para quem sair na rua sem motivo. Sempre que íamos ao mercado e farmácia pegamos a nota para provar que estávamos fazendo compras”, descreve.
“Decidi voltar quando vi que as aulas não voltariam até o fim do semestre, as escolas das crianças já tiveram aulas canceladas até setembro e as faculdades até maio. Agora na minha volta estou encarando aeroportos totalmente desertos. O aeroporto de Barcelona e de Paris estão sem serviços básicos, não tem nem comida para comprar”, afirma.
O estudante comenta que ficará de quarentena ao chegar em Santa Catarina. “Preciso me cuidar muito, porque uma das coisas que vi nessas últimas semanas é que o coronavírus não é só um resfriadinho”, finaliza.



