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Criciumense registra tensão em Dubai após ataques iranianos

Emirados Árabes

Comissária cita terror vivido nas últimas horas com o explosões e cenário de incertezas

Por Fabrício Júnior28 de fevereiro de 2026 3 min de leitura
Divulgação

Uma criciumense que atua como comissária de bordo está vivendo momentos de aflição nas últimas horas em Dubai, nos Emirados Árabes, após ataques iranianos no país. Por questões de seguranças relacionadas à política local, ela preferiu não ser identificada e será chamada na reportagem como Joana (nome fictício).

A brasileira destacou à reportagem do Portal Engeplus que chegou no aeroporto por volta das 11 horas (horário local) e havia a possibilidade de cancelamento dos voos, fato que se concretizou duas horas depois. Ela relatou que os primeiros mísseis atravessaram o país no fim da tarde e que já no período da noite muitos registros começaram a circular em grupos de aplicativos de conversas.

“A gente está bem, mas todo mundo está mandando mensagem, querendo saber como está a situação aqui. Recebemos mensagens das famílias e também da embaixada. É complicado, não sabemos o que pode acontecer. A princípio o Irã era para estar respeitando o espaço aéreo pelo menos dos países muçulmanos, mas agora eles já declararam que não existem mais limites nesse sentido”.

O conflito de Estados Unidos e Israel com o Irã tomou proporções excedentes aos três países após um ataque na capital iraniana neste sábado, dia 28. Em retaliação, bases militares dos EUA no no Golfo, incluindo Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar, Jordânia e Kuwait, foram atacadas.

Joana reforçou ao Portal Engeplus que o governo dos Emirados Árabes está conseguindo reagir em proteção ao país, com a interceptação de mísseis. “O governo daqui é muito bom e estão dando conta, mas está complicado pois estamos com medo de não conseguirem interceptar todos. Estamos recebendo vídeos de várias localizações. Estamos com medo de desviarem mísseis ou coisa mais séria”.

A criciumense contou também que os conteúdos gravados de ataques ao país não podem ser compartilhados em redes sociais, por determinação da política local. Os únicos materiais publicados devem ser do governo ou das embaixadas.

“Aqui eles tem essa política. Quando tem alagamento, catástrofe ou acidente a gente não pode publicar nada nas nossas redes sociais, principalmente nós que somos funcionários de companhia aérea”, explicou.

Por volta das 15 horas (horário de Brasília), Joana afirmou que o cenário segue incerto no país. “Acabaram de falar para a gente que talvez vamos ter que evacuar o aeroporto. Estamos tirando os passageiros daqui, mandando para locais, realocando eles. Mas até então essa informação não é oficial, então seguimos aqui”, pontuou.


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