Criciumenses pelo mundo: Giszele Fratoni conta a situação da Covid-19 na Alemanha
Relato
Catarinense mora no país há quatro anos com seu marido

A Alemanha já registrou cerca de 7,6 mil mortes pela Covid-19 e mais de 173 mil pessoas foram infectadas com o novo vírus, sendo que 143 mil já se recuperaram da doença. Quem está por lá no momento é a criciumense Giszele Fratoni. Ela mora no país há quatro anos, na localidade de Klötze, que possui cerca de 10 mil habitantes.
A criciumense conta que foi para a Alemanha para trabalhar e hoje atua em uma sorveteria. Ela mora com o marido, que também é catarinense. “Moramos em uma cidade pequena, aqui não sentimos muito o coronavírus. Na fase inicial fecharam as escolas e o distanciamento das mesas dos restaurantes era de 1,5m. Depois, só ficaram abertas farmácias, cafeterias, padarias e supermercados, porém sem mesas. O pessoal só comprava e ia embora, não podia comer em uma distância de até 50m do estabelecimento”, lembra.
“Os supermercados reduziram os carrinhos de compras. O uso de máscara ficou obrigatório para entrar nos estabelecimentos. Na rua, podemos caminhar tranquilo sem máscara, porém não mais do que duas pessoas da mesma família e que more na mesma casa”, conta.

Giszele destaca que nesta semana as empresas já começaram a funcionar novamente. “Restaurantes e bares talvez abram no fim deste mês. Estamos trabalhando em horário reduzido. Os clientes compram e precisam consumir em outro local”, pontua.
Ela ainda comenta que não pensou em voltar para Criciúma. “Não pensei em retornar ao Brasil no meio da pandemia, não. Acredito que a Alemanha tenha mais estrutura para passar por esse momento. Não deixamos de trabalhar aqui, claro, com todos os cuidados”, afirma.
A catarinense explica que o país está tentando voltar aos poucos. “No resto, continua igual. Máscaras para entrar nos estabelecimentos, distância de 50 metros dos estabelecimentos para comer e supermercados com carrinhos reduzidos”, finaliza.



